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Maceió/Al, 11 de dezembro de 2017

Colunistas

Ivan Nunes Ivan Nunes
É jornalista profissional. Há mais de 20 anos escreve sobre os bastidores da política na Zona da Mata alagoana.
28/11/2017 às 17:40

Trabalhadores de 4 movimentos sociais protestam, em União dos Palmares, pela desocupação das terras da Usina Laginha

Trabalhadores se concentraram na sede da Prefeitura Trabalhadores se concentraram na sede da Prefeitura

A disputa pelas terras da extinta Usina Laginha foi alvo, pela primeira vez, de um protesto inusitado. Trabalhadores rurais, ligados aos movimentos sociais, Via do Trabalho, MST, MLST e CPT ganharam o asfalto novo, das principais ruas de União dos Palmares, para defender o direito de plantar víveres de primeiras necessidades, em áreas já delimitadas pelos mais diversos movimentos.

"A ideia de que a Usina Laginha vai voltar a funcionar partiu da cabeça do prefeito Areski Freitas, que se opõe aos trabalhadores, que querem trabalhar nas terras da falida Laginha", disse Manoel Serafim, que participou da marcha, ontem pela manhã, tendo como parada definitiva o Centro Administrativo Antônio Gomes de Barros - prefeitura da cidade.

O movimento contou com apoio do presidente dos Servidores Municipais da Prefeitura de União dos Palmares, Olivânio Albuquerque (Tita), que é favorável ao processo de partilha entre os trabalhos dos movimentos sociais. Ele acredita que o prefeito Kil de Freitas quer mexer onde não se deve, para fazer média com a família Calheiros.

No pátio da Prefeitura de União dos Palmares foram distribuídos cerca de 2 toneladas de alimentos plantados e colhidos em terras da extinta Usina Laginha, que fechou em 2010, depois da enxurrada do rio Mundaú.

O movimento foi pacífico e vários lideres fizeram uso da palavra, entre eles, Marron, do Movimento Vias do Trabalho. A nota triste foi a proibição do prefeito Kil de Freitas, que determinou, pelo telefone, que seus subalternos secretários não recebessem ninguém dos movimentos e determinou que o prédio fosse desocupado, bem como as portas de seu gabinete fosse mantidas fechadas. Os lideres dos movimentos sociais chamaram a postura do prefeito Areski Freitas de "inadequada".

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