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Maceió/Al, 20 de outubro de 2018

Colunistas

Ivan Nunes Ivan Nunes
É jornalista profissional. Há mais de 20 anos escreve sobre os bastidores da política na Zona da Mata alagoana.
14/01/2018 às 08:17

Lavagem do Senhor do Bonfim acontece neste domingo, em Maceió

Cerimônia reúne religiosos de matriz africana e está em sua 18ª ediçãoFoto: Ascom Semudh Cerimônia reúne religiosos de matriz africana e está em sua 18ª ediçãoFoto: Ascom Semudh

Texto de Tácila Clímaco

Com o propósito de propagar a paz e o respeito, e combater o preconceito e a intolerância religiosa, a Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (Semudh) apoia a tradicional lavagem do pátio da Igreja do Senhor do Bonfim, idealizada pela Casa de Iemanjá e realizada pela Rede Alagoana de Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana.

A cerimônia, que reúne religiosos de matriz africana e já está em sua 18ª edição, terá sua concentração na Rua São João, no bairro do Jacintinho, a partir das 15h. Depois, o cortejo segue para realizar os rituais de lavagem da calçada da igreja, localizada no bairro do Poço, em Maceió.

Um dos responsáveis pela organização do evento, o babalorixá Pai Célio, da Casa de Iemanjá, reafirma a importância da celebração. “Respeito é a palavra-chave. Estaremos reunidos para pedir harmonia e proteção a Oxalá, e disseminar a paz e a tolerância”, afirmou o babalorixá.

Para a secretária Claudia Simões, a ação é uma manifestação de respeito à fé de cada pessoa. “A Lavagem é um encontro de unidade na diversidade, e a Semudh estará presente para proferir a paz e o respeito, e dizer não ao preconceito e à intolerância religiosa”, ressaltou a secretária.

Revoada de pombos, depoimentos de representantes políticos e religiosos, aclamação à paz e queima de fogos em homenagem a Oxalá farão parte da programação que, depois da lavagem, segue até a Casa de Iemanjá, naRua Dona Alzira Águiar, 429, no bairro da Ponta da Terra, finalizando a celebração.

O blog comenta sobre o evento
Ao blog, Dorinha de Mãe Neide Cavalcante, secretária municipal de Cultura, disse que União dos Palmares não se fará presente a essa solenidade, em função da falta de recursos que o prefeito Areski Freitas disse não ter para lanche ou almoço dos quilombolas adeptos a Oxalá. "Lamentável, fazer o quê nessa crise!", defendeu o chefe.

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