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Maceió/Al, 19 de julho de 2019

Colunistas

Ivan Nunes Ivan Nunes
É jornalista profissional. Há mais de 20 anos escreve sobre os bastidores da política na Zona da Mata alagoana.
01/06/2019 às 18:49

Bebedeira leva homem degolar namorada a faca-peixeira

Elisângela, assassinada no bairro Mutirão pelo companheiro Elisângela, assassinada no bairro Mutirão pelo companheiro

O Ciganas bar foi cenário de um crime de feminicídio ocorrido nesta sexta-feira no conjunto residencial Sagrada Família, mais conhecido como Mutirão, periferia de União dos Palmares.

Elisângela Maria Barbosa de 33 anos, bebia com um suposto namorado no ambiente quando deram início a uma discussão motivada por ciúmes. 

O individuo, sem identificação prévia, sacou de uma faca-peixeira e passou a atacar "Eli" como era conhecida com vários golpes sendo que um deles acertou a jugular da vítima, artéria que transporta sangue venoso do crânio e sistema nervoso, além do sistema do cérebro exterior e inferior, se unindo com as veias subclavas, abaixo da clavicula para formar as veias braquiocefálicas que drenam para a veia clava superior, levando Elisângela a morte instântanea, ela que residia na rua São Marcos, no Mutirão.

Testemunhas disseram a Polícia Civil que o acusado depois de esfaquear sua suposta namorada pegou uma rua que dá acesso ao campo de futebol do bairro Mutirão se embrenhando no matagal para escapar da prisão.

O crime deixou abalados outros clientes que bebiam uma cervejinha regada a tripa de porco assada e, de acordo com o dono do bar, eles foram embora logo após o crime de feminicídio sem pagar a conta devido ao tumulto que foi criado no momento.

A âmbulancia Samu foi acionada para o local mas ao chegar no Ciganas bar constatou o corpo da mulher já em óbito devido ao grave ferimento a faca na veia jugular.

O caso será apurado pelo delegado regional, Válter Nascimento Rocha. Esse é o crime de número 1 em junho já que estatisticamente União dos Palmares passou a ser a cidade mais violenta para as mulheres na Zona da Mata. 

Diariamente elas buscam apoio na regional do município sempre com queixas de surras aplicadas pelos companheiros. Elas carregam pelo corpo sempre ferimentos leves com olhos arroxeados e inchados além de fortes dores na cabeça em função dos incontáveis puxões de cabelos que os maridos desferem; área do corpo em que as mulheres sofrem mais ataques.

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