OPINIÃO E INFORMAÇÃO Facebook Twitter
Maceió/Al, 21 de agosto de 2017

Colunistas

Mario Lima Mario Lima
Mário Lima tem 59 anos, 32 como jornalista profissional, começou em 1985, no lendário Jornal de Alagoas, dos Diários Associados. Foi secretário de Estado Adjunto de Comunicação do governo de Alagoas (2008-2014). Atuou e atua em Alagoas, Minas Gerais e Brasília, em veículos como Radiobras/Agência Brasil (DF), jornais Hoje em Dia (MG), O Globo (RJ), Gazeta Mercantil (SP), Gazeta de Alagoas, Tribuna de Alagoas, Extra (AL); Agência Sebrae de Notícias (DF), Agência Reuters (SP). É escritor e biógrafo. Vencedor de três edições do prêmio Banco do Brasil/ Braskem de Jornalismo (2000, 2003, 2005); prêmio Nacional Embrapa de Reportagem (2003) e uma medalha de prata do 19º Prêmio Colunista de Brasília, pela série institucional do Sebrae Nacional Parceiros do Brasil (2003).Tem uma loja virtual de arte pop e contemporânea, no endereço www.orelikario.com.br
12/03/2017 às 08:24

Temer e o fiasco do discurso político

Seu tom retrógrado e depreciativo não encaixa de forma alguma com a data que marca a luta das mulheres pelos seus direitos Seu tom retrógrado e depreciativo não encaixa de forma alguma com a data que marca a luta das mulheres pelos seus direitos

Caros amigos, realmente - como diria o nosso Abelardo Barbosa, o Chacrinha - apontando para o nariz, o presidente Michel Temer vestiu sua carapuça de machista e porco chauvinista. Ele deve ter levado um puxão nas orelhas de sua própria mulher, Marcela, ao discursar no Dia Internacional da Mulher. Mais uma vez, Michel abriu seu leque de falas rasas, sem profundidade, e sem noção das bobagens que fala, “ajudado” pelos ghost writeres (redatores) de plantão.

Ele causou espanto e revolta nas redes sociais, na mídia nacional e internacional, ao citar a importância da mulher como “fiscais do Sarney” nos preços de supermercado (lembram!), e ainda jogou uma grande balela em dizer que “com a volta do crescimento econômico, as mulheres retornarão ao mercado de trabalho além de cuidar dos afazeres domésticos".

Seu tom retrógrado e depreciativo não encaixa de forma alguma com a data que marca a luta das mulheres pelos seus direitos. Este “elogio” das habilidades das mulheres no supermercado, em um dia que se celebra a luta histórica das mulheres, é de cortar cebola. Ele, simplesmente, reduziu o papel da mulher à casa e ao supermercado.

É bom lembrar que, logo ao assumir, Temer montou um ministério masculino, sem sequer uma representante das mulheres brasileiras, mas gente do naipe de Eliseu Padilha, que teria recebido da Odebrecht pelo menos quatro senhas para o pagamento de caixa dois. Ele até que tentou “enrolar” a opinião pública: seu de gabinete de 28 ministros, agora em duas mulheres. Além disso, acabou com o Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos. Além de ser peça chave no impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Mais um tiro saiu pela culatra. Abre o olho senhor Temer, estamos no começo da corrida presidencial de 2018, e é de bom alvitre lembrar que a participação feminina na hora de eleger os representantes políticos nas urnas é superior à masculina em quase todas as faixas etárias no Brasil. De acordo com números da edição de junho da pesquisa Estatísticas de Eleitorado, publicada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 76.534.83 mulheres votaram na última eleição, quase 53% do total de 146.470.880 eleitores no País. Cuidado Temer, como diria o mestre Chacrinha, “quem não se comunica se trumbica”. A buzina do apresentador ronda os passos do atual mandatário. A mulher é tudo de bom que existe no mundo. É ou não é! Compará-las a especialistas em trabalho doméstico, crianças, compras é o fim da picada. Até a próxima postagem.

Comentários

Natura
Siga o AL1 nas redes sociais Facebook Twitter

(82) 3028-7338 (Redação)

© 2017 Portal AL1 - Todos os direitos reservados.