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Maceió/Al, 13 de dezembro de 2017

Colunistas

Wadson Regis Wadson Regis
Jornalista profissional, formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) é editor-geral do AL1.
09/10/2017 às 09:52

Hora de corrigir o que está errado; os sinais de alerta são claros

Há um ano das eleições (7 de outubro de 2018) o fantástico mundo da política aparece com algumas aberrações – por aqui e em nível nacional.

Em Alagoas fala-se muito, mas só da boca para fora ou por interesses diversos. Faz parte do jogo.

No comparativo com pleitos anteriores o que se apresenta diferente - a esta altura - é que neste período Alagoas, por exemplo, não tenha uma segunda via com nome declarado ao governo do Estado. Fala-se em Rui Palmeira, mas ele não diz nada sobre o assunto. Se é estratégia, não sei, como também não acho nada, porque quem acha não sabe ABSOLUTAMENTE de nada.

O fenômeno parece ser nacional. É certo que cada eleição tem sua história e estórias. No Brasil, por exemplo, o condenado Lula (se estiver solto e apto a disputar o pleito) é candidato declarado. Bolsonaro, Geraldo Alckmin e João Dória são apostas, mas só se Lula estiver fora. 

Falando de Alagoas
As eleições de 2018 prometem muito mais que as promessas realizadas dos políticos. Nunca é demais lembrar que: Nenhum político resiste as promessas que não pode cumprir.

Analisando este ponto de vista é hora de corrigir o que está errado, porque os sinais de alerta são claros.

É importante observar, por exemplo, porque a intensão de votos de Renan Filho à reeleição é praticamente 50% à aprovação do seu governo.

O outro lado
Deve existir algo nas pesquisas qualitativas da oposição para a demora em botar o bloco na rua. A lembrar que Renan Filho mantém uma agenda diária, só possível porque é pelo ar. Esperar um tsunami em Brasília não é um caminho natural.

Na Câmara Federal a tendência é de renovação. Se será melhor, pior ou elas por elas está nas mãos do eleitor.

Da mesma forma será na Assembleia Legislativa. Em 2018 o educado presidente Luiz Dantas se aposentará e dará lugar ao filho, o ligeiro Paulo Dantas, que tem montado bases nos quatro cantos do Estado. Também não teremos a fotografia de João Beltrão nas urnas, mas a vaga será de um membro da família. Mudanças mesmo só com as saídas de Sergio Toledo e Marcelo Victor, que vão para federal.

E o Senado?
Quatro nomes disputam duas vagas. Três são da velha guarda e Marx Beltrão, que surge como o NOVO. O ministro do Turismo tem andado mais que o amigo e correligionário Renan Calheiros. Aliás, os dois juntos já deram 8 voltas por Alagoas, só neste ano.

Benedito de Lira continua trabalhando. O bom velhinho é a raposa velha da política de Alagoas. Se Rui for disputar o governo do Estado certamente Benedito será seu vice. É um palanque à altura para o embate com Renan Filho.

Daí ficam três. Teotonio Vilela é uma incógnita. Ninguém corre a 120 km por cima do muro igual a ele. Teotonio é uma espécie de queridinho dos prefeitos. Calado como está tem pontuado bem em todas as pesquisas válidas e de mando. Mas só vai na boa.

Renan Calheiros, você sabe, terá a eleição da sua vida. A crise e o noticiário nacional não chegaram a Alagoas por conta de um simples e inegável fator: o equilíbrio fiscal do Estado não atrasou salários e o comércio não sentiu tanto quanto nos estados do Sul, Sudeste e os nordestinos Pernambuco e Sergipe. Renan, quem diria, está imune EM ALAGOAS pelo bônus dos frutos do governo de Renan Filho.

É cedo para traçar panoramas, mas os cenários estão sendo consolidados nos bastidores. Até qualquer anúncio oficial os personagens vão precisar corrigir os erros que os cercam e ameaçam a vitória (por mais clara que esteja). 

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