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Maceió/Al, 25 de abril de 2018

Colunistas

Wadson Regis Wadson Regis
Jornalista profissional, formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é editor-geral do AL1.
07/01/2018 às 19:26

“X Tudo” divide opiniões, no 1º final de semana do Maceió Verão

Multidão lotou o Estacionamento de Jaraguá. Foto: Marco Antônio/ Secom Maceió Multidão lotou o Estacionamento de Jaraguá. Foto: Marco Antônio/ Secom Maceió

Camarotes, área vip e pista lotados. Grades, megapalco e som potente. Samba, MPB, Axé e luzes reluzentes. Polícia, gritaria, euforia e pancadaria.

Este é o X Tudo que está dividindo opiniões, nas redes sociais, sobre o primeiro final de semana do Maceió Verão. A vantagem, pelo menos por enquanto, está para o lado dos insatisfeitos e revoltados, mas há quem diga que a festa foi maravilhosa.

Sem entrar no mérito do juízo de valor fica nítido que, pela primeira vez, em 4 anos, a pré-estreia já denunciava que algo poderia fugir do script. Infelizmente aconteceu o previsível.

Para entender os dois lados da mesma história, só separando o joio do trigo.

- Nos camarotes, área vip e palco tudo foi 100%.  Em boa parte da pista, que estava lotada (como esperado), também não há reclamação. Seria maioria aprovando a nova proposta da festa popular, vista por mais de 30 mil pessoas, que saíram de suas casas para se divertir ao som dos alagoanos Igbonan Rocha e Wilma Araújo e os baianos Claudia Leitte e Léo Santana.

- No mesmo cenário estavam vagabundos e arruaceiros, comum em eventos privados e gratuitos. É um risco que se corre e eles deram um “show de delinquência”, com cenas fortes de selvageria.

O pessoal que está na bronca tem suas razões, porque nutre, na mente, a tranquilidade de 12 finais de semana com casa cheia, num local muito mais apropriado e criado justamente para eventos. Daí o nome de Praça Multieventos, no principal cartão postal da capital, a paradisíaca praia da Pajuçara.

Estratégia
A mudança da proposta foi radical, com gradeamento para garantir mais segurança, numa festa que não havia registro de ocorrências policiais em 12 oportunidades. Com as grades a atuação dos ambulantes foi limitada e os protestos que antecederam a festa deram os primeiros sinais de “guerra”.

Por fim, o primeiro final de semana do Maceió Verão destoou dos anos anteriores. Deu errado por falha humana, de gente que saiu de casa para aprontar.

Os episódios deixam claro que a Prefeitura e a Branco Produções, empresa responsável pela organização, precisam avaliar os pontos frágeis, que facilitaram a ação dos vândalos.

As imagens da festa mostram climas diferentes. No meio do X Tudo, há quem diga que “foi o máximo”, como há os que condenm (de tudo, um pouco). Faltam mais três finais de semana e o próximo tem tudo para restabelecer o espírito das edições anteriores.  

Solução-cala-boca
A mais expressiva crítica contra o evento está nas grades. Imagino que a organização deva mantê-la. Se tirar e for tudo bem, o primeiro dia nunca terá existido. É assim que funciona a mente de muita gente. E aí, tira ou não tira?

Crítica
As pessoas que condenam as grades e se dizem ao lado dos ambulantes estão deixando de lado os efeitos do prépós evento. Na Pajuçara havia espaço para todos, antes, durante e depois da festa. Aliás, a melhor parte era, justamente, a integração entre família e amigos. Aquele cenário, que encanta gregos e troianos, é terapêutico e faz bem. O Maceió Verão em Jaraguá tem cara e clima só festa, sem a "milagrosa" terapia do convívio.  Pense nisso.   






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