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Maceió/Al, 23 de abril de 2018

Colunistas

Wadson Regis Wadson Regis
Jornalista profissional, formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é editor-geral do AL1.
11/01/2018 às 10:42

Contra a hipocrisia, SIM ao reajuste na tarifa de ônibus em Maceió

O salário mínimo teve reajuste. Pouquíssimo, mas teve. A cesta básica e o aluguel, também. O combustível, nem se fala. Pior: o reajuste é praticamente diário. Então, como ser contra o reajuste ANUAL na passagem de ônibus, em Maceió?

Neste caso, específico, hipocrisia soa com covardia que, somados ao oportunismo do momento, criam um clima de hostilidade, colocando os empresários e a Prefeitura como vilões.

Para os que defendem reajuste 0, independente dos motivos ou motivações, que tal cobrar dos entes públicos, investimentos em transporte ativo, no lugar dos motorizados, como fazem as grandes cidades do mundo?

Mobilidade
Para melhorar a mobilidade urbana não basta abrir vias e focar "apenas" em carros e motos, que lideram o número de vítimas de acidentes no Brasil. O trânsito é feito por todos. NÓS SOMOS O TRÂNSITO.

Enquanto os governos (federal, estaduais e municipais) se dedicarem a abrir vias e vender a imagem do ESTAMOS FAZENDO O QUE NINGUÉM FEZ, os condutores vão agradecer, mas os usuários do transporte público, ciclistas e pedestres terão menos atenção para trafegar com segurança.

Aliás, os hipócritas que se dizem contra ao reajuste ANUAL na tarifa de ônibus em Maceió, deveriam fazer o mesmo, direcionados ao governo do Estado e à Prefeitura da capital, reivindicando mais segurança para o pedestre, com melhoramento de calçadas, maior investimento em estrutura cicloviária, permitindo que a população utilize a bicicleta como meio de transporte seguro, e investimentos em outros modais, como ampliação das linhas do VLT, que tem passagem de 50 centavos.

Pensando no agora, enquanto os governantes não oferecem mobilidade satisfatória, talvez seja melhor os usuários pagarem alguns centavos a mais, nos ônibus (a maioria novos, com ar-condicionado,) que reviver um passado não muito distante, onde ônibus sucateados quebravam a cada quilômetro, provocando transtorno e congestionamento.

Os eixos viários do Cepa e Quartel, a rotatória da PRF, o Anel Viário por Satuba, passando pela BR 242, até a AL-10 Sul (já duplicada), a Avenida Josefa de Melo e outras que virão são muito bem-vindas e os condutores agradecem. Mas, se ficar neste contexto as novas opções diminuirão o tempo da viagem, mas o gasto com a passagem do transporte público será o mesmo.

Sem hipocrisia
Reajuste na tarifa de ônibus sim
, porque o empresário que paga impostos altíssimos e os salários dos empregados precisam ter dinheiro para honrar com os compromissos e manter os empregos.

E vai um SIM (maiúsculo) para a cobrança aos governantes pela mobilidade urbana, uma realidade que diminui custos e melhora a qualidade de vida das pessoas.

Pense nisso.

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