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Maceió/Al, 19 de abril de 2018

Colunistas

Wadson Regis Wadson Regis
Jornalista profissional, formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é editor-geral do AL1.
12/04/2018 às 08:17

Prefeitos e ex-prefeitos presos ou foragidos e o Pilar prosperando. Por que será?

Qualquer cidadão pode entrar na política, mas apenas os “bons” sobrevivem. Só que bom na política tem outro sentido ou significado.

Na política há os bons de promessa, os bons de mando e os bons na malversação do dinheiro público. Esses são maioria na profissão que se degrada ao longo dos anos.

Em Alagoas todas as amostras de pesquisas apontam para uma descrença quase que total nos políticos. A comprovação é clássica nas perguntas espontâneas, principalmente para o Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa. No Senado o percentual dos que não sabem ou que não votariam em ninguém ultrapassa a casa dos 50%. O detalhe é que os dois senadores (Benedito de Lira e Renan Calheiros são candidatos à reeleição desde sempre. Daí, há três anos, surgiu Marx Beltrão e mais recente Maurício Quintella, dois deputados federais, com status de ministro.

Preocupante e vexaminoso
Na Câmara Federal a média de intenção do mais lembrado não chega a 2%, percentual compatível para a Assembleia Legislativa (estamos falando na pergunta espontânea, aquela em que o eleitor tem a liberdade de afirmar em quem votaria).

A pergunta que não quer calar é: Como essa turma e os demais candidatos esperam vencer as eleições, com um percentual tão ridículo assim? É aí onde entra as alianças, costumeiramente bancadas com o dinheiro público, caixa 2, 3, 4 etc – geralmente com a conivência do eleitor.

Nas eleições gerais (para presidente, senador, deputados federais e estaduais) o principal cabo eleitoral é o prefeito (a). Só que a maioria deles está em maus lençóis. As mesmas pesquisas mostram que a média de aprovação está na casa dos 30%. Isso porque há localidades onde o gestor tem superado a crise com o eficaz ajuste fiscal ou investido em ideias simples, proporcionando o controle de gastos e o crescimento na oferta de oportunidades de trabalho.

Com prefeitos, vices e ex-prefeitos presos, outros afastados do cargo ou foragidos, investir no apoio dos chefes do Executivo municipal fica, além de arriscado demais, uma aposta no escuro.

O case do momento
Tenho em mãos três pesquisas de consumo interno sobre a avaliação do governo do Estado, com a intenção de votos para os postulantes às eleições deste ano. Como não estão registradas não é possível falar em números, mas há confiabilidade nas informações.

É por aí que vai uma informação já divulgada e que tem ganhado força e reconhecimento apenas na própria localidade. Pelos números semelhantes das pesquisas a população está participando e aprovando a transformação que acontece no Pilar. Com o apoio do governo do Estado, o prefeito Renato Rezende tem aprovação na casa dos 85%. Os números, antes que alguém duvide, são frutos de um trabalho integrado, que envolve todas as pastas.

O Pilar continua uma cidade violenta, mas é o fruto perdido justamente da malversação do dinheiro público e da falta de planejamento das gestões anteriores.

No Pilar há dezenas de projetos, a maioria desenvolvido por meio da parceria entre as secretarias. A primeira ação do prefeito, ao tomar posse, foi reabrir o hospital da cidade. A segunda ação foi montar o mapa de vulnerabilidade do município. Sabe o que aconteceu em apenas 15 meses de gestão? A violência diminuiu, mais alunos na sala de aula e oportunidade de trabalho para centenas de famílias que viviam abaixo da linha da pobreza. Pilar tem até o Banco do Povo, para ofertar crédito a quem pretende abrir o próprio negócio.

Senhoras e senhores prefeitos, experientes, novatos e principalmente os malversadores do dinheiro público, o Pilar fica bem ali, margeado pela BR-316.

É aquela história: os bons compartilham. O Pilar é uma realidade, infelizmente bem diferente da maioria dos municípios alagoanos. 

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