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Maceió/Al, 16 de outubro de 2018

Colunistas

Wadson Regis Wadson Regis
Jornalista profissional, formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é editor-geral do AL1.
08/10/2018 às 11:23

Eu avisei: Eleição termina com 'mortos e sequelados'

Fim de ciclo para Fernando Collor, Benedito de Lira, Ronaldo Lessa e Cícero Almeida. Novos tempos para Renan Filho, Rodrigo Cunha, JHC, Marx Beltrão e Arthur Lira.

O pleito eleitoral deve ser visto como um novo marco na política de Alagoas, que perde a capacidade de Benedito de Lira, um leão na viabilização de recursos para o Estado. São 50 anos de vida pública que entram para a história.

Ronaldo Lessa, com 30 anos de atuação, dificilmente terá a oportunidade de um novo papel como protagonista. Perdeu o destaque quando abriu mão de disputar o Senado. A partir dali, também perdeu o prumo e o discurso. A primeira suplência é o pior castigo, porque ficará de joelhos esperando ser chamado para tapar buraco.

Cícero Almeida é uma daquelas figuras políticas, difíceis de explicar. Sem o mínimo preparo para o ofício, virou o maior fenômeno dos últimos tempos, vencendo quatro eleições, em 8 anos. Diferente de Benedito e Ronaldo, não deixará legado. Sai de cena deixando de concreto apenas as centenas de ruas calçadas.

Fernando Collor
Um dos personagens principais da trama política de 2018, o senador surpreendeu pelo péssimo desempenho como ator principal. Com 40 anos de vida pública, Collor desafiou os limites da prudência, ao ponto de ignorar o script elaborado pelo vitorioso roteirista Renan Calheiros.  ELLE, que tanto pediu para não ser deixado só, abandonou o barco, também ignorando a máxima dos bons e velhos capitãs. A pífia votação de Fernando James, à Câmara Federal, deixa uma ferida exposta e difícil de cicatrizar até 2022.

O resumo da ópera desafinada
Benedito
sai de cena após 50 anos de muito serviço prestado. Foi vítima de um enredo mal ensaiado. Deixou Arthur Lira comandar a campanha e ficou nas mãos de um marqueteiro que optou pelo ataque ao adversário, abdicando de mostrar as conquistas do velho guerreiro.

Ronaldo Lessa fez tudo errado. Para piorar, perdeu o discurso e terminou o pleito como coadjuvante “morto”.

Cícero Almeida decidiu recuar à Assembleia Legislativa porque sabia que a estadia em Brasília lhe custaria caro demais. Sonhava com a ALE para ficar mais próximo da Prefeitura de Maceió. Errou quando não procurou especialistas para cuidar de sua campanha. Acreditou que concreto enche barriga ou bolsos vazios. Foi derrotado pelo amadorismo político e a compra de votos. Não duvido que tente recomeçar em 2020, pela Câmara.

Collor é o grande derrotado. Ignorou os avisos e mergulhou de olhos fechados num mar com tubarões. Triste fim para quem, um dia, conquistou o Brasil. 

TODOS PECARAM PELA FALTA DE INOVAÇÃO.

Em tempo:
Sobre os novos protagonistas, falo em seguida.

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