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Maceió/Al, 20 de janeiro de 2019

Colunistas

Wadson Regis Wadson Regis
Jornalista profissional, formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é editor-geral do AL1.
05/01/2019 às 08:29

Amizades de décadas jogadas fora e alianças políticas sólidas desfeitas dão o tamanho das "vantagens" na ALE

Se Marcelo Victor vencer Renan Filho na disputa pela presidência da Assembleia Legislativa (ALE), Alagoas corre sério risco de voltar à via esburacada e sem saída que levou o Estado ao colapso social e econômico.

Num ato de preocupação com a governabilidade de Renan Filho, aprovado nas urnas por 77% dos alagoanos, é importante que esses mesmos alagoanos tenham consciência de que a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa já ultrapassou os limites do bom combate, como disse o prefeito de Teotônio Vilela, Joãozinho Pereira.

Ao escolher Marcelo Victor, contrariando o apelo de Renan FilhoGalba Novaes, Inácio Loiola e Jó Pereira, deputados com familiares contemplados com espaço no Governo, não devolvem com a mesma moeda. Já Marcelo Beltrão e Yvan Beltrão, aliados de primeira ordem do governador e do Senador Renan, surpreendem ao optar pelo adversário.

E o que dizer de Sílvio CameloPorta Voz nº 1 do governador na Câmara de Maceió e único deputado estadual contemplado com uma coligação para chamar de sua?  

Paulo Dantas é outra decepção na conjuntura do governo. Filho do atual presidente da ALE e filiado ao MDB o novo deputado pode por fim a uma aliança política de mais de três décadas. O que intriga o Palácio é o motivo da rebeldia, já que há dois anos, na eleição de Luiz Dantas à presidência, Marcelo Victor foi ao extremo, numa conversa de pé-de-ouvido que só eles sabem.     

Bruno Toledo e Davi Maia são as exceções. Votam em Marcelo Victor porque serão a voz da oposição ao governo na Casa de Tavares Bastos.

A estratégia
Enquanto todos olham para as exonerações publicadas no Diário Oficial do Estado a estrutura do Palácio, o senador Renan e Olavo trabalham para mostrar quem têm o controle da situação. 

Se Marcelo Victor vencer deixará de ser aliado de Renan Filho. Os que o acompanharam – com exceção de Bruno Toledo e Davi Maia – conhecerão, ao longo do mandato, a diferença entre os favores e os rigores da lei.

Colher tempestades é o resultado natural para aquele que semeia ventos.

Vale lembrar que: o candidato é Olavo, mas o fiador é o governador.

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