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Maceió/Al, 18 de julho de 2019

Colunistas

Wadson Regis Wadson Regis
Jornalista profissional, formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é editor-geral do AL1.
21/03/2019 às 14:39

Audiência do Pinheiro: Marx, Bolsonaro, Pró-Atividade e Contundência

O deputado federal Marx Beltrão é o coordenador da bancada alagoana no Congresso. Como coordenador – e como ex-ministro e um dos “cabeças” do Congresso, porque não – é esperado que ele tenha uma postura pró-ativa e contundente. E hoje, na audiência sobre as rachaduras no Pinheiro, realizada no Senado Federal e comandada pelo senador Rodrigo Cunha, Marx mostrou mais uma vez estes atributos.

E o que fez o deputado? Avançou e falou de modo claro o que muita gente no meio político quer, mas não tem coragem de falar. Assertivamente: a fala do presidente Bolsonaro, imputando a causa do afundamento do Pinheiro à Braskem, foi uma bravata? Se foi, como questionou Marx, foi com certeza de uma irresponsabilidade tremenda. E se não foi? Bem, se não foi e se a “culpa” é mesmo da Braskem, como hipoteticamente aventou Beltrão, é sinal de que há informações que estão sendo sonegadas à sociedade. E isto seria ainda muito, muito mais grave.

Pró-ativo e contundente, Marx tocou nesta ferida, sem rodeios. Ou seja: o presidente falou a verdade? Mentiu? Ou falou o que não sabia? Há algo sendo escondido nesta história? Em 25 de janeiro, o presidente Bolsonaro disse em alto e bom som que a mineração (leia-se, a atividade de extração do sal-gema pela Braskem) era a responsável pelas rachaduras que comprometem a vida de quase 19 mil pessoas e de um bairro inteiro de Maceió. Mas meses após a afirmação presidencial, e não suposição, nada se confirma. Os estudos se arrastam (quero crer que por motivos técnicos e científicos) e a população fica sem respostas.

A CPRM está fazendo seu papel e realizando as pesquisas no solo do Pinheiro, mas como pronunciou o coordenador da bancada federal alagoana, as informações além de desencontradas, estão dispersas e escassas demais. É inimaginável que um presidente da República tenha se dado ao destempero de acusar a atividade mineradora sem ter respaldo de seu governo para tanto. Assim como é inimaginável para a maioria da população o sofrimento do povo do Pinheiro. Só que, quem está na iminência de perder sua casa, ou de ser vítima de uma tragédia, sabe a dor que o afundamento do bairro vem causando.

 Toda a bancada e toda a classe política alagoana precisam assumir uma postura pró-ativa e contundente neste caso do Pinheiro. Se o presidente Bolsonaro e as equipes federais sabem de algo, que revelem o mais rápido possível. E que também sejam pró-ativas e contundentes no encaminhamento de soluções para esta crise habitacional, econômica... e já humanitária.

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