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Maceió/Al, 23 de abril de 2018

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13/11/2017 às 14:00

Hora de mostrar o que é bom

Por Zélia Cavalcanti*

Fazer saúde de qualidade pode ser mais fácil do que se imagina. Talvez você não saiba, mas uma parceria da Fundação Cordial, que é o braço social do Hospital do Coração e o Estado, através da Sesau, está evitando a judicialização de procedimentos e salvando pessoas vítimas de infarto. Dados do DATASUS mostram que entre 2012 e 2014 foram realizadas apenas duas angioplastias primárias para um universo de mais de 1.600  infartos diagnosticados na rede pública, ou seja apenas 0,12% . A ausência de uma linha de cuidado, resultou em um grande número de infartos sem diagnóstico, agravando essa estatística negativa, insignificante  e inaceitável exposta pelo Portal da Transparência . 

Difícil? Nem tanto. Bastou reunir a experiência e credibilidade do cardiologista Ricardo Cesar Cavalcanti e equipe, executar o que já era previsto pelo Ministério da Saúde , garantir eficiência e fazer de Alagoas o primeiro Estado do Norte/Nordeste a ingressar na vanguarda da assistência cardiológica por meio da telemedicina, com um dos investimentos mais baratos do Brasil. 

Como? Através de uma parceria que desde a inauguração da primeira hemodinâmica em um hospital público em Alagoas, o HGE, em 2016, reduziu o percentual de mortalidade por infarto de vergonhosos 19%, para 5,26%, número em declínio resultado do atendimento através da implantação da Latin America Telemedicine Infarct Network (Latin), que visa promover o intercâmbio de informações médicas de um local a outro via comunicação eletrônica, para melhorar o estado de saúde clínica do paciente.

Por traz do nome americano está uma equipe de cardiologistas intervencionistas, enfermeiros e técnicos de radiologia de plantão em sistema de sobreaviso 24 horas por dia, durante os sete dias da semana, em horários não comerciais e madrugadas. O que eles fazem é  dar o diagnóstico correto, a pacientes com dor torácica, atendido nas UPAS ,a partir do eletrocardiograma  enviado instantaneamente, via internet, para duas centrais cardiológicas,  no Hospital do Coração de Alagoas e em Minas Gerais garantindo que a agilidade no socorro evite mortes e sequelas graves.

Essa telemedicina , ainda desconhecida de tanta gente, que está fazendo a  conexão das equipes médicas das UPAs, SAMU, HGE e Cordial, atendeu a mais de 15 mil pessoas só nos últimos 12 meses e garantiu  que 936 pessoas fossem submetidas a cateterismo cardíaco de urgência ou emergência , implante de stent a 565 pacientes e angioplastia primária a outros 364.

O infarto é a principal causa de morte no Brasil e em Alagoas só perde para o AVC, acidente vascular cerebral. Falar do infarto, suas causas e prevenção já é um clichê. Mostrar  o cenário positivo , de gente que prova ser possível fazer medicina moderna e de qualidade para todos é um dever coletivo.

Com essa e outras intervenções, Alagoas passa a ser um estado seguro para o coração. Uma oferta  de serviços e procedimentos que têm mudado a realidade de várias famílias, um impacto que vai muito mais além dos números enfatizou o cardiologista  Ricardo César Cavalcanti.


* É jornalista

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