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Maceió/Al, 20 de janeiro de 2018

Opinião

29/08/2016 às 14:55

Assalto a ônibus deixa dois mortos, policial ferido e uma lição

A tentativa de assalto registrada na manhã desta segunda-feira, no bairro Jacintinho, em Maceió, terminou em tragédia para a família de Alonso Lopes de Souza, de 66 anos. Sentado no banco frente, ele morreu de costas para a cena de pânico que acontecia no coletivo.

Seu Alonso não deve entrar para as estatísticas como sendo mais uma vítima de bala perdida. A morte dele deve servir de exemplo para uma máxima bastante conhecida de todos, inclusive de quem trabalha com a segurança pública: nunca reagir a uma investida de criminosos. Talvez o sargento não precisasse efetuar os disparos. 

O motorista do ônibus, onde duas pessoas perderam suas vidas e o sargento José Ferreira Araújo foi baleado por um dos assaltantes, já havia sido palco de sete assaltos. “Violento assim, nunca tinha passado”, disse o motorista.  

José Claudio da Silva Junior, de 24 anos, era um velho conhecido na prática de assaltos. Mesmo no mundo do crime ele deve ter sido vítima da falta de políticas públicas capazes de garantir um futuro melhor aos alagoanos que crescem à margem dos olhos do Estado.

Fica, para qualquer pessoa, muito mais para os agentes de segurança, que reagir não resolve – nunca. Também serve para o Estado, que não precisa reagir e, sim, agir.

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