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Maceió/Al, 11 de dezembro de 2017

Saúde

03/12/2017 às 09:15

UTI do HGE passa a contar com especialistas na área de saúde bucal

HGE é o primeiro hospital público em Alagoas com om profissionais cirurgiões dentistas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) - Neide Brandão HGE é o primeiro hospital público em Alagoas com om profissionais cirurgiões dentistas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) - Neide Brandão

Neide Brandão

O Hospital Geral do Estado (HGE) conta, agora, com profissionais cirurgiões dentistas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A iniciativa atende o projeto de lei da câmera (PLC) 34/2013, aprovado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal, em maio de 2016, e torna o HGE o primeiro hospital público em Alagoas com a especialidade.

De acordo com a gerente do hospital, Marta Celeste Mesquita, a intenção é assistir os pacientes internados na UTI geral. Em seguida a pretensão é expandir a assistência bucal a outras áreas fechadas como a UTI pediátrica, unidade de AVC, queimados, cardiologia, entre outras. 

“Essa é uma importante vitória para os pacientes críticos. Recebemos três profissionais para atender nossa UTI. O atendimento específico manterá a higiene bucal e a saúde do paciente durante a sua internação, contribuindo imensamente para a prevenção das infecções hospitalares, principalmente as respiratórias”, enfatizou a gerente.

Caio Branco, cirurgião dentista na unidade, salientou que a pneumonia associada a ventilação mecânica (PAV) é a infecção mais comum nas UTI's, podendo atingir 27% dos pacientes que respiram com a ajuda de aparelhos, com uma taxa de mortalidade de até 50%. "Um paciente bem cuidado na Unidade de Terapia Intensiva significa diminuição do tempo de internação, ingestão de medicamentos menor e redução do número de óbitos", salientou.

Segundo ele, a falta de tratamento dentário aumenta a possibilidade de infecções nas UTI’s. “As infecções bucais podem agravar o estado geral do paciente. Por isso, é de extrema importância dar atenção à higiene e prevenção. Dentre as infecções hospitalares, as infecções pulmonares são de grande preocupação para os médicos das UTIs”, salientou.

Ainda de acordo com ele, a falta de higienização oral propicia a colonização do biofilme bucal por microrganismos patogênicos, especialmente respiratórios. “O tratamento odontológico inclui a higiene bucal adequada, prevenindo e tratando a cárie, periodontites, estomatites e outras doenças bucais e sistêmicas”, completou o especialista, evidenciou.

Rodolpho Medeiros, também cirurgião dentista no HGE, ressaltou que entre os benefícios do serviço de odontologia intensivista, pode-se destacar a melhora da qualidade de vida do paciente. Por meio dele, ocorre a diminuição do gasto com antibióticos de alto custo, o diagnóstico precoce de doenças graves, queda na indicação de nutrição parenteral e a redução dos custos de internação. 

“Nossa intenção é levar o projeto para as enfermarias do HGE, através do módulo odontológico móvel e, futuramente, para a realização do tratamento em âmbito ambulatorial para pacientes com condições sistêmicas e de movimentação”, observou.

Assistência bucal 

A obrigatoriedade da assistência odontológica a pacientes internados em hospitais públicos e privados, proposta pelo Projeto de Lei da Câmara (PLC) 34/2013 e aprovada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal, em maio de 2016, traz importantes benefícios aos pacientes. O projeto de Lei regulamenta a presença do cirurgião-dentista nas UTI’s e inclui a assistência odontológica no atendimento e internação domiciliares do Sistema Único de Saúde (SUS).





Fonte: Ascom HGE

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