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Maceió/Al, 18 de outubro de 2018

Saúde

11/01/2018 às 16:32

Alagoas zera fila de espera por transplante de coração

José Nivaldo da Silva e Cláudio da Silva. Eles receberam novos corações em abril do ano passado, após passarem menos de três meses na fila de espera. (Fotos: Carla Cleto) José Nivaldo da Silva e Cláudio da Silva. Eles receberam novos corações em abril do ano passado, após passarem menos de três meses na fila de espera. (Fotos: Carla Cleto)

Fabiano Di Pace e Josenildo Törres

Alagoas iniciou o ano de 2018 registrando uma ótima notícia na área da saúde: a fila de espera por um transplante de coração foi zerada, segundo dados da Central de Transplantes do Estado. Para conseguir este feito inédito, os transplantes de coração foram triplicados, passando de dois em 2016, para seis em 2017.

Por meio dessa iniciativa, marcada pela solidariedade, foram salvas as vidas de alagoanos como José Nivaldo da Silva e Cláudio da Silva. Eles receberam novos corações em abril do ano passado, após passarem menos de três meses na fila de espera. Agilidade obtida graças ao trabalho da equipe multidisciplinar da Central de Transplantes, que atua diariamente para captar novos doadores de órgãos. “Os critérios para este tipo de doação são mais rígidos, pois o fator Rh deve ser o mesmo, assim como o peso e altura do paciente”, salientou a supervisora da Central de Transplantes de Alagoas, Daniela Ramos.

Aumento – E Alagoas registrou em 2017 um aumento de 47% no número de transplantes de órgãos e tecidos.  Isso porque, o número de procedimentos passou de 91 em 2016 para 134 no ano passado.

Daniela Ramos, supervisora da Central de Transplantes de Alagoas (Foto: Thiago Henrique)

Ao todo foram 109 transplantes de córneas, 19 de rins, sendo três com doadores vivos e seis de coração. “São números históricos, que marcam o compromisso e o trabalho da gestão estadual em assegurar uma assistência digna a todos os alagoanos”, ressaltou Daniela Ramos.

Em Alagoas, são feitos transplantes de coração, rins e córneas, além da captação de fígado, que é ofertado para os estados onde o procedimento é realizado. “Para ser um doador de órgãos e tecidos não é necessário deixar nada por escrito, mas é preciso a autorização da família. Por isso, é importante deixar claro aos familiares a vontade de doar órgãos após a morte”, salientou a supervisora da Central de Transplantes.

Campanhas – Daniela Ramos explicou que o avanço também foi assegurado graças às campanhas de sensibilização realizadas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). “Existem muitas dúvidas quanto a esse assunto e a informação é essencial para que mais famílias autorizem as doações”, explicou.

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