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Maceió/Al, 16 de setembro de 2019

Segurança

28/08/2019 às 23:03

Aspra/AL critica o que chama de incoerência e cinismo na homenagem de Renan Filho a Tutmés Airan

Atendendo ao governador, desembargador suspendeu todas as promoções de militares requeridas à Justiça, desmotivando a tropa Atendendo ao governador, desembargador suspendeu todas as promoções de militares requeridas à Justiça, desmotivando a tropa

Thiago Gomes

A homenagem feita pelo governador Renan Filho (MDB) ao presidente do Tribunal de Justiça (TJ) de Alagoas, Tutmés Airan, durante solenidade de reconhecimento de militares, na última segunda-feira (26), foi encarada pela Associação das Praças da PM e Corpo de Bombeiros de Alagoas (Aspra/AL) como um ato de cinismo e de incoerência do chefe do Executivo. Atendendo ao governo recentemente, o desembargador decidiu suspender todas as promoções de policiais requeridas à Justiça, fato que tem desmotivado a tropa.

“Como recompensa por ter atendido ao governador para despromover os militares que buscavam seus direitos no até então único meio legal disponível, Tutmés Airan ganhou a maior honraria do Estado”, critica o sargento Wagner Simas, presidente da Aspra/AL. Na avaliação dele, a articulação entre o Estado e o Poder Judiciário, neste aspecto, tem a única finalidade de desprestigiar o militar, que atua com abnegação para reduzir os índices alarmantes da criminalidade e busca a valorização profissional.

Simas cita que, enquanto o governador manobra com o aval da Justiça, muitos policiais estão adoecendo e até morrendo pela falta de atenção da atual gestão. E o pior: sem assistência alguma por parte do Estado, que deveria retribuir com valor o empenho da tropa em prol da sociedade. "Na contramão da alegria do governador e do desembargador, os bravos soldados deixam de ser assistidos pelo Estado e terminam morrendo na rua da amargura, deixando seus familiares órfãos do seu chefe".

O presidente da Aspra/AL menciona a morte do sargento PM Argemiro, lotado no batalhão em Santana do Ipanema, ocorrida nessa terça-feira (27). Antes de tombar, o militar convivia com sequelas emocionais graves, adquiridas em decorrência da rotina massacrante no trabalho. Simas revela que o governo do Estado, ao invés de garantir o bem-estar do militar, tentou aplicar um golpe para excluí-lo do serviço ativo por indisciplina. Isto sem sequer dar o apoio que ele merecia para recuperação psicossocial.

"E, continuando assim, poderemos todos nós pensar que aqui é cada um por si. Quantos mais perderemos vítimas da inércia desse governo?", indaga o representante dos militares.


Assessoria

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