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Maceió/Al, 13 de agosto de 2022

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Gustavo Mata Gustavo Mata
Especialista em gestão por resultado, publicitário e documentarista.
03/02/2022 às 13:12

O Fio de Ariadne (parte 01) Pense como Teseu, mas não aja como ele.

Histórias, mitos e lendas possuem uma função. Elas buscam refletir sentimentos e situações reais pelas quais somos obrigados a passar na vida. A capacidade de vencer desafios, por mais difíceis que pareçam, é uma das reflexões que a história de Teseu procura nos mostrar. 

Diz a lenda, que Teseu foi mandando a ilha de Creta (voluntariamente) como sacrifício ao Minotauro. Este ser medonho habitava um intricado labirinto, tão bem projetado, que quem entrasse nele jamais conseguiria sair e, por fim, seria devorado pelo monstro. Qualquer um que ousasse entrar neste embate, teria este mesmo fim. Mas Teseu tinha uma ideia diferente... Ele queria vencer o monstro e ainda voltar vivo para contar a história. (o cabra era disposto!!) 

Dado os preâmbulos, agora vamos começar a brincadeira...

Essa será uma postagem em duas partes. Para o primeiro momento, vamos criar uma analogia com a história e depois tirar algumas conclusões. Vamos lá: 

1. O jovem Teseu lançou-se em um empreendimento maior do que a capacidade que ele possuía para resolver, ok? 

2. O que ele fez para começar a resolver esse desafio, aparentemente insuperável. Qual foi seu primeiro passo? Ele buscou ajuda externa. Teseu foi se consultar com o Oráculo de Delfos (Sim! Existiam consultores na Grécia antiga) :) 

3. Lá chegando, o Oráculo o instruiu: disse-lhe que deveria ser ajudado pelo amor para vencer o Minotauro. 

4. Então Teseu parte para Creta e encontra a bela (e inteligente) princesa Ariadne, que lhe propõe um acordo: que o ajudaria se este a levasse a Atenas para que ela se casasse com ele. Teseu então, “contratou” Ariadne para o serviço. 

5. Ariadne, sua nova “gerente” de projetos, deu-lhe uma arma (uma espada) e uma ideia brilhante: um fio de lã – O Fio de Ariadne – para que ele pudesse achar o caminho de volta dentro do labirinto, após matar o Minotauro. 

6. O resultado? Sucesso! Teseu matou o monstro, voltou do labirinto e estava cheio de glórias, tudo graças ao conselho que recebeu do Oráculo e da inclusão de Ariadne ao time. 

7. Mas Teseu não foi um cara legal... Ele acreditou que a permanência de Ariadne no time seria um risco, então não cumpriu o acordo que fez e largou a princesa pelo caminho. *Nota: Esse ato teve sérias consequências para ele, mas isso é outra história...

Que conclusões podemos tirar para a nossa vida prática? 

1. Se você está enfrentando um desafio maior do que sua capacidade de resolver, busque ajuda

2. Consultores e especialistas podem sim lhe indicar um caminho. 

3. Incorpore ao time pessoas que possuam habilidades complementares e que vão lhe ajudar a solucionar o problema. *Neste caso, vai uma dica: Busque conversar pessoalmente com os selecionados. Não ignore o currículo, mas talvez você se surpreenda com alguém, após uma boa conversa. 

4. Encare o problema sob ângulos diversos. Nunca se ache superior ao ponto de não ouvir alguém que esteja abaixo hierarquicamente. Na maioria das vezes, quem está na linha de frente, possui uma visão muito mais direta do problema. 

5. Se apoie em ideias que possuam lógica e bom senso. 

O Fio de Ariadne não é só uma história, mas é também uma técnica extremamente útil para análise de problemas complicados ou para analisar tomadas de decisão que levaram a empresa para situações difíceis. 

Na parte 02 desse artigo, vamos explorar com mais detalhes do que se trata e como utilizar essa técnica. Você vai perceber que tudo na vida, possui um motivo e que foram as nossas escolhas que nos levaram a ficar perdidos no labirinto.

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