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Maceió/Al, 13 de agosto de 2022

Colunistas

Gustavo Mata Gustavo Mata
Especialista em gestão por resultado, publicitário e documentarista.
08/02/2022 às 10:53

Governadores pretendem usar o dinheiro do “colchão” para resolver o preço da gasolina.

Sabe quando um problema é a solução e quando a solução é um problema? O preço dos combustíveis é exatamente isso!

Todos os Estados da União vêm obtendo recursos astronômicos com a cobrança de ICMS sobre o valor dos combustíveis, mas o valor dos combustíveis tem achatado o lucro e a operação de muitas empresas, que por consequência, repassam as perdas e achatam o bolso do consumidor, que por consequência diminuem o consumo, que por consequência provoca a quebra de empresas, que por consequência diminui a arrecadação no setor público. (ufa...)

Mas nesta quinta-feira (3/2), durante o Fórum Nacional dos Governadores, no Palácio do Buriti, sede do Governo do Distrito Federal (GDF), houve uma sinalização para a quebra deste ciclo vicioso. No evento, os chefes do Executivo estaduais decidiram, por unanimidade, apoiar um projeto de lei para amortização do valor na bomba.

No fim do ano passado, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que muda o cálculo do ICMS sobre a gasolina e o álcool. Relatada pelo senador Jean Paul Prates (PT-RN), a proposta muda a taxação para um valor fixo em reais por unidade, em vez de um percentual sobre o preço. Isso significa que os estados perderiam com a arrecadação. Por isso, os governadores estavam trabalhando para modificar a proposta, que se encontra em análise no Senado.

Na prática, o projeto cria um fundo — que o senador apelidou de colchão de amortecimento— para amortizar o preço do insumo, alimentado pelo excedente dos royalties gerados na venda do produto.

O preço dos combustíveis está liderando, invicto, a alta de preços no país e puxando a inflação. A gasolina registrou alta de 47,49% em 2021, e do etanol teve um aumento ainda maior no ano passado, de 62,23%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ao todo, 21 governadores assinaram uma carta defendendo o congelamento do imposto sobre os combustíveis. No documento, os políticos também pedem a revisão da política de paridade internacional de preços dos combustíveis, já que os reajustes frequentes ultrapassaram a inflação.

(fonte: Correio Brazilienze)

O setor empresarial depende das decisões do âmbito público e o poder público depende dos resultados do setor empresarial para sobreviver. Nesta guerra, o bom é que todos permaneçam vivos e com saúde. Ambos precisam aprender, de uma vez por todas, que são dependentes.

Uma boa (e esperançosa...) semana para todos!

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