Jornalista não é imparcial e não sou, mas sou ético
No
ar, dar-se o nome de turbulência;
na terra, colisão;
na água, naufrágio;
e na comunicação, o nome disso é desserviço.
Antecipar informação é um risco que se corre. Muitas vezes é desnecessário fazê-lo. Em outras é interessante deixar o registro.
Nestes cinco meses como blogueiro jamais trabalhei com manchetes que tenham como base da informação “pode” e “deve”. Em apenas dois momentos enveredei pela seara da antecipação.
Os dois casos a que me referi foram sobre a candidatura de Pedro Vilela à Assembleia Legislativa, no próximo pleito e, agora, a ida – de forma oficial – de Marx Beltrão para o PSD.
No caso de Pedro Vilela propus uma aposta, valendo cestas básicas. Se Pedro disputar a reeleição eu pagarei 50 cestas básicas à instituição social que ele determine; se a candidatura for mesmo para a ALE, eu tenho a opção de indicar. Fiz essa aposta, simbólica, porque ouvi de quem faz parte do ciclo de decisão política dos Vilela, que será assim. E será. Não há aposta, porque não existe negativa.
Sobre Marx Beltrão não precisa que porta-voz desminta uma decisão que todos sabem. É ridículo, para ser educado. O post que fiz foi lido pelo ministro do Turismo, que não desmentiu. Sobre a candidatura Marx já deixou claro para os aliados e confirmou na semana passada, durante entrevista com França Moura, na Rádio Correio.
Marx é do PMDB e tem o 'controle' de outras cinco legendas no Estado. É parceiro do senador Renan, do governador Renan Filho e nunca negou. Ao contrário: sua intenção é a dobradinha. Não há 'guerra' por conta da saída de Marx do PMDB. É uma questão lógica e faz parte da estratégia.
Mas está claro que Marx só ficará no PMDB se for disputar a reeleição (hipótese pouco provável) ou se Renan Calheiros o chamar para uma dobradinha puro-sangue ao Senado, também pouco provável.
Também aposto 50 cestas básicas que será assim. Vale para o ministro ou qualquer porta-voz.