Wadson Regis

Como explicar batom na cueca?

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No dia 12 deste mês publiquei, aqui, um texto com a seguinte manchete: “Chega logo, Carnaval; passa rápido, Carnaval; vem, 1º de abril e leva as mentiras da política”. Está neste link https://al1.com.br/colunistas/...

Nele, começo assim: A Barra de São Miguel está infestada. Política e judiciário com ocupação máxima por metro quadrado. Entre farras, acertos, ajustes, alianças e desacordos, eis que nada se consolida até 4 de abril, prazo final para filiação partidária, domicílio eleitoral, desincompatibilização e registro de estatutos no TSE.

Sigo afirmando que: “Por enquanto, os sinais indicam muito pouco sobre as estratégias”.

Reafirmo, mesmo que sem necessidade, que há jogos em andamento. Preste a atenção no plural: há jogos em andamento. E quer saber mais? nenhum personagem do jogo principal (Governo e Senado) goza da tranquilidade eleitoral. Repito, para que não haja dúvida: nenhum personagem do jogo principal (Governo e Senado) goza da tranquilidade eleitoral. É por esse e outros motivos que o imponderável (já costumeiro nas eleições em Alagoas) pode acontecer. Afinal, é daqui o centro de produção e distribuição de personagens importantes da nação, mesmo que neste pedaço de terrão, mata atlântica e litoral, eles só prosperem com a força da máquina pública, que gira, roda e dispara com o dinheiro público. Tem sido assim e continuará sendo assim que as dinastias permanecerão no centro político.

E o batom na cueca, onde está? Estava na casa de veraneio do empresário Fábio Farias, na emblemática Barra de São Miguel. E como sabemos disso? Com a exposição – totalmente intencional – do aperto de mão entre JHC e Renan Calheiros. E o que tem isso com batom na cueca ou ajuste pré-eleitoral? Respondo com outro texto que publiquei aqui, em 11 de novembro do ano passado, com o título: “Quem conversa não quer briga”. Mas, como assim, se batom na cueca é sinônimo de confusão em casa? Explico: a política não caminha, não avança e não prospera sem o advento da traição e o batom na cueca é uma prova cabal de que houve o contato com quem o (a) parceiro (a) não aceitaria DE JEITO NENHUM.

Política é isso... tem batom na cueca todos os dias, o que pode não configurar traição, mas é impossível que o relacionamento entre parceiros (as) permaneça saudável. É aí onde o imponderável acontece.

Para poucos entendedores. Até porque nem todos abrem a guarda para o batom (na cueca). Portanto, como acentua o raciocínio lógico, a negação da negação é uma afirmação. Está explicado!

PS.: Culpar Arthur Lira pela verdade do encontro - kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. 

Wadson Regis

Wadson Regis

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Jornalista profissional, formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é editor-geral do AL1.

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