Wadson Regis

Quem abrir será o Grande Covarde

Todos queremos assistir este eletrizante filme

JHC e Renan Filho são “Os Caras” do momento, na corrida ao Governo de Alagoas. Conversei com “soldados” e “oficiais” da tropa de ambos, e eles são categóricos: “JHC será candidato ao Governo! Ele já avisou à sua base. Estamos trabalhando na conclusão da estratégia e ampliado nossa base. Você duvida?”, foi o que ouvi de um “oficial”, com o reforço do “soldado”. “Claro que Renan Filho será candidato ao Governo. Tanto ele já afirmou publicamente, como o senador Renan (pai) também afirmou publicamente. Está decidido”, ouvi de três calheiristas, numa mesma mesa.

Bem... assim sendo e sendo assim, o tão esperado “NOVO Clássico das Multidões” – já que CSA e CRB só juntam pouco mais de meia dúzia no Rei Pelé – está com data confirmada para 4 de outubro de 2026.

E se ele (o clássico) não acontecer? Aí os alagoanos conhecerão o Grande Covarde da “nova” política das Alagoas.

E como avalio o cenário? “JHC e Renan Filho” são (no ciclo familiar) apenas os filhos de João Caldas e de Renan Calheiros, respectivamente. Da ajuda que tiveram – dos pais – eles foram além do imaginário de muitos (e me incluo entre os muitos). Agora, eles são (no ciclo político) protagonistas e estão maiores (eleitoralmente falando) que os pais.

JHC e Renan Filho são iguais? Digamos... bem parecidos nos quesitos:

01 – nariz para cima
02 – comunicação de massa
03 – jovialidade política
04 – disposição para enfrentamento
05 – desejo e motivação para ser o novo Cara da política das Alagoas.

Resultado pós confronto:
Se Renan Filho vencer, JHC não estará anulado da política, porque perdeu para um grande adversário, que contou com o apoio da estrutura (e o sistema é bruto).

Se JHC vencer, pelo jeito que conduz sua trajetória, tem todos os atributos para ser “Rei Absoluto”. Renan Filho conheceria seu primeiro tropeço, e o tempo seria o senhor da razão política. Perder em clássico só é feio quando por goleada, o que não será o caso (se houver o clássico).

Os dois têm receio, mas são muito estratégicos. Eles nunca se bicaram (é pessoal), mas passaram a conversar. Os dois agem diferentes, mas são parecidos no que desejam para o futuro.

Resta aos “soldados”, “oficiais”, aos políticos, xeleléus e ao povo, esperar o tempo deles, mas pelo que já disseram publicamente e aos seus exércitos, quem abrir será o Grande Covarde da emblemática política, que produz líderes e protagonistas em nível nacional.

Conheço os dois, como seres políticos determinados!

Wadson Regis

Wadson Regis

Sobre

Jornalista profissional, formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é editor-geral do AL1.

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