O imponderável se apresenta (novamente)
Filme antigo, realidade constante. Quando o Brasil disse sim ao Lula, em sua primeira vitória, foi um grito do povo – para aquele momento. Quando o Brasil disse sim a Bolsonaro, foi mais um grito do povo – para aquele momento. Com relação à volta de Lula e a derrota de Bolsonaro, há empate técnico para as centenas de teorias dos lados E (esquerda) e D (Direita).
Agora, na próxima eleição, há um novo desenho político nacional e por aqui também. De fato, a única certeza é que, pela legislação eleitoral, Paulo Dantas não poderá disputar a reeleição e, assim, teremos um novo governador. É aí onde o imponderável se apresenta, mas, diferente do que aconteceu com Lula (em 2002) e Bolsonaro (em 2022). Foram 20 anos para um novo grito do povo, em resposta ao modelo tradicional da derrotada (pelo sistema) Democracia brasileira.
Chegamos a 2026 com a possibilidade de ruptura política e a possibilidade de novos protagonistas em Alagoas. Repito o que já escrevi por duas vezes: nenhum dos pré-candidatos majoritários (governo e senado) tem a garantia da vitória, e o principal avalista político da eleição – o governador do Estado – afirma que não estará na disputa. Veja que detalhe interessante: (em sendo candidato) teria sua vaga ao Senado garantida (com base em todos os estudos de bastidor, dos grupos que estudam os cenários).
Paulo, mais uma vez, volta a ser o centro das atenções para comandar, 4 anos depois, uma eleição onde o imponderável se apresenta. Sua própria vitória ao Governo, em 2022, era impensada pela maioria dos políticos, e até mesmo dos líderes do MDB. Só um acreditava em sua vitória e é ele que se mantém fiel ao projeto traçado há 4 anos. É um detalhe que fará toda a diferença no juízo final.
Há acordos em cima de acordos, e este detalhe coloca lenha na fogueira política. O povo, não há dúvida, não está fechado com JHC ou Renan Filho para o Governo, assim como não está para Arthur Lira e Renan Calheiros para o Senado. Assim, o fruto dos acordos vai colaborar para a vitória, e os desacordos para a derrota.
O imponderável está atuando. E ele só se revela quando a traição dá a brecha. DETALHE: desta vez, o povo está dividido e calado (é aí onde mora o perigo das urnas)
Quem compreendeu, diga: “EU"