Wadson Regis

O “Chato” e o “Lento”: honestos e fora da curva

.

Poucas palavras bastam para qualquer entendedor. José Thomaz Nonô era, na boca miúda de muitos políticos, chamado de “Chato”. Lento era o que diziam de Rui Palmeira. Pois bem, que sejam Chato e Lento, mas jamais provarão nada contra os dois.

José Thomaz Nonô foi um grande nome da administração pública, como secretário de Estado, um exemplar deputado federal por seis mandatos e um vice-governador atuante.

Rui Palmeira, filho do saudoso (na política e cotidiano) Guilherme Palmeira, passou pela Assembleia Legislativa com um estilo próprio na oposição, pela Câmara Federal cumprindo seu papel de legislador, prefeito reeleito de Maceió com o CPF 100% limpo e teve pouco tempo como secretário de Estado, até decidir pela Câmara da capital para, não tenho dúvida, não permitir (ou lutar ao máximo) para que sua história não seja manchada.

Nonô e Rui são exceções na selva política. Chato ou lento, para os que assim os definem, mas honrados e exemplares para todos nós.

Nonô pendurou as chuteiras de cabeça erguida e Rui está na batalha para que seu legado de honestidade, característico do DNA Palmeira, não seja manchado.

Muitos, dos “juízes da Câmara de Maceió”, que estão a julgar as contas do ex-prefeito, já foram seus discípulos. Todos daquela Casa conhecem muito bem quem foi e continua sendo Rui Palmeira.

Na política que temos, se espera muito dos políticos, menos honestidade, gratidão e verdade.

Meu abraço e solidariedade ao Lento e Honesto Rui Palmeira. Meu reconhecimento

ao Chato Thomaz Nonô.

Wadson Regis

Wadson Regis

Sobre

Jornalista profissional, formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é editor-geral do AL1.

Arquivos

Selecione o mês