Wadson Regis

JHC, o rádio e a TV... tudo a ver

Nem sempre você precisará contar seu lado dahistória. O tempo conta

A nuvem passageira passou pelo céu da capital alagoana, na última sexta-feira, revelando dois fatos esperados, por quem tem um pouco de noção do que está acontecendo nos momentos finais, para os prazos eleitorais, de quem tem intenção de disputar as eleições de outubro.

Arthur Lira mostrou seu potencial político, com o exército de 83 prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, lideranças e deputados federais e estaduais.

JHC reuniu um grupo de vereadores e falou para 11, o que todo o Estado de Alagoas espera da boca dele. Sem novidade, JHC segue confiante na sua (dele) estratégia e no próprio timing. Politicamente, seu exército não seria capaz de destruir nem as estruturas da fortaleza fincada em Murici, QG dos Calheiros, onde Renan Calheiros e Renan Filho estão prontos para a disputa, e aguardando o anúncio que marcará o início da batalha das urnas. Com o exército político limitado, JHC diz acreditar na força do povo. É uma escolha arriscada, mas se a missão for concluída com sucesso, ele será o grande vencedor, independente das vitórias dos demais. Se ficar sem mandato (que é uma possibilidade real) será lembrado como um suicida. Muita gente não vai gostar desta minha opinião, mas é exatamente assim.

O “ainda” prefeito de Maceió tem 12 dias para confirmar suas duas primeiras decisões: Se deixará a prefeitura e por qual partido disputará. Aí, pelo calendário eleitoral, de 20 de julho a 5 de agosto, partidos e federações realizam convenções partidárias para deliberar sobre coligações e escolher candidatas e candidatos que concorrerão. Assim, pela estratégia e timing de JHC, depois de 4 de abril ele terá até 5 de agosto para decidir (e anunciar sem emissário) para que cargo vai concorrer.

Em tempo (hábil): Para disputar o Governo de Alagoas pelo PSDB, JHC precisa coligar com partidos com bom tempo na propaganda eleitoral, porque com o tempo da Federação PSDB/Cidadania ele terá que encontrar um mote de campanha, semelhante ao que fez o Dr Enéas Carneiro. Daí, teríamos algo do tipo: Meu Nome É JHC! (será mesmo?)

Agora... se JHC acreditar que o tempo ilimitado das redes sociais lhe dará o mesmo poder de fogo para alcançar os canhões da TV e Rádio, aí ele... é esperar para sabermos (dele, JHC) e das urnas.

JHC
(   ) Fenômeno, visionário e líder
(   ) Um raio que brilhou no céu da bela capital

Wadson Regis

Wadson Regis

Sobre

Jornalista profissional, formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é editor-geral do AL1.

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