Nem tudo está perdido; nem tudo está decidido
Com a operação Itau 30 horas em andamento, e faltando 8 dias para o prazo final dos cumprimentos dos mandados de busca e apreensão dos pré-candidatos, ainda não é possível afirmar quem são os nomes envolvidos no caso das eleições de outubro. É uma operação complexa, porque os alvos são peixes graúdos que, a depender das próprias decisões, irão viabilizar ou anular aliados e adversários.
Como há prazo para os envolvidos, ficam comprometidas qualquer ilação sobre a mudança de partido político, novas alianças e separações. Vale lembrar que os envolvidos no processo eleitoral só serão julgados no dia 4 de outubro.
A Justiça Eleitoral já sabe quem são os líderes dos partidos e os líderes do eleitor, mas, para fechar o relatório, que será enviado à imprensa, é preciso que todos os responsáveis pela busca dos votos estejam devidamente cadastrados no sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AL). A Justiça Eleitoral foi avisada da possível movimentação de JHC que, segundo os institutos de pesquisas, é um dos líderes da guerra eleitoral. Uma fonte ligada ao PL (sic) relatou que JHC é o alvo mais observado pelos partidos e pelo eleitorado. Pelas investigações, a Justiça e os líderes partidários imaginam que JHC só deve se entregar ao partido que cuidará de sua vida pública em 4 de abril, último dia para que evite ser cancelado nas urnas, em outubro.
JHC é estratégico. Joga com o tempo, como manuseia seu smartphone com maestria. Tem milhares de olheiros torcendo pela sua decisão de se “entregar” ao partido que lhe dê condições de fundo partidário e, principalmente, tempo na propaganda eleitoral, para que possa defender seu legado como prefeito e mostrar que pode conquistar Alagoas.
Uma fonte da imprensa, que conseguiu a fala do prefeito de Maceió, o perguntou: Governo, Senado ou fica onde está? “Embaixo do céu, tudo tem seu tempo”. A resposta, seca, deixou os líderes das facções partidárias em estado de alerta máximo.
Um dos trechos do relatório, ainda provisório, obtido com exclusividade por este jornalista, revela que todos esperam pela decisão de JHC, mas não apenas para saber sua decisão ao cargo, mas se ficará “detido” na Prefeitura, ou por qual partido estará apto ao julgamento popular.
JHC tem razão. Embaixo do céu, tudo tem seu tempo, e ele, o tempo, dará novos sinais até 4 de abril.
Ou seja: esqueça as narrativas e possibilidades. Só JHC tem a prerrogativa e o direito de falar e revelar os motivos da sua decisão.