Wadson Regis

Fim do tempo, do primeiro tempo

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Falta muito pouco para a revelação dos principais mistérios, da primeira fase da eleição que atrai olhares dos alagoanos e da política e mídia nacional. Com Alfredo Gaspar de Mendonça fortalecido, além do esperado pelos concorrentes, o retorno de Renan Filho ao jogo das urnas, e a confirmação de JHC candidato, o mais importante nesta sexta-feira é saber para aonde vão os jogadores proporcionais. (Saberemos no sábado)

Veja os partidos e suas lideranças (por ordem alfabética):

Alfredo Gaspar, agora no PL, é o nome mais fortalecido da Direita, em Alagoas. O planejamento do partido, e aliados, é lança-lo ao Governo ou Senado. Há uma possibilidade remota, mas possível (prefiro não comentar agora), que pode mudar toda estratégia de enfrentamento ao grupo rival. JHC não está descartado na coligação (spoiler 1).

Arthur Lira (União Progressista) – atualmente com 5 federais, o líder do grupo terá mudanças significativas para montar uma coalisão mais fortalecida. Ele, que vai para o Senado, será substituído por Álvaro Lira. Alfredo Gaspar migrou para o PL, fortaleceu a aliança com Arthur e terá tempo para definir seu futuro. Pelo planejamento do grupo, Daniel Barbosa, Fabio Costa e Marx Beltrão seguirão na mesma frente, mas com mudança de partido, porque o PL está posicionado para ter candidaturas ao Governo, Senado, Câmara e Assembleia Legislativa.

JHC (PSDB), com estilos distintos e estratégia própria, optou pelo PSDB como seu porto seguro. Pelas últimas pistas, indica que vai às urnas, mas, assim como Alfredo Gaspar, terá um novo período para anunciar como vai para o jogo. (Neste sábado, ao anunciar a renúncia da Prefeitura de Maceió, ele precisará justificar o porquê. Se não revelar a intenção de disputar o Governo, o caminho do Senado se torna mais provável – spoiler 2).

Renan Calheiros (MDB) vai jogar o mesmo jogo. São 32 anos sem mudar o foco. Há o lado positivo (a experiência acumulada) e o negativo (a política do cansaço). Sem Renan Filho no jogo, ele, pelo que dizem os estudos (legítimos), não teria a menor chance da reeleição ao quinto mandato no Senado.

Renan Filho (MDB) sucedeu Renan, no quesito importância. As passagens pelo Governo de Alagoas e Ministério dos Transportes, confirmam que ele é diferenciado, ao ponto de ser chamado de Google, pelos aliados e até adversários. Críticas e chacotas à parte, Renan Filho não apenas ganhou experiência, como aprendeu a jogar. Se o clássico com JHC acontecer, o vencedor será o Rei do novo Xadrez político das Alagoas. Se o clássico for contra Alfredo Gaspar (eita! Revelei o spoiler 1), a vitória terá salvo Renan (pai). Já a derrota lhe custará o reposicionamento imediato, na continuidade do mandato no Senado.

Nesta sexta-feira acaba o prazo para as filiações partidárias. No sábado, termina o prazo para a desincompatibilização dos cargos públicos. É apenas o final do tempo, do primeiro tempo. O segundo tempo finaliza com as coligações, em julho. O resultado será através das penalidades das urnas.

Marcelo Victor/Paulo Datas = exemplo de compromisso. Detalhe importante nesta emblemática competição eleitoral (e moral).

Wadson Regis

Wadson Regis

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Jornalista profissional, formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é editor-geral do AL1.

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