Wadson Regis

Final sem limite; futuro incerto, Vale o risco?

A arte animada é para valorizar o circo

Os últimos minutos para o prazo da filiação partidária estão dando o tom de uma eleição sem limite, fora das 4 linhas e de alto risco para a maioria dos candidatos, inclusive cabeças de chapas.

Como já era esperado, MDB, União Progressista, PL e PSDB terão candidatos ao Governo, Senado, deputados Federal e Estadual. Há, ainda, a dúvida dos caminhos de Alfredo Gaspar e JHC. A surpresa pode estar na inversão de posição (sic), entre eles. Um para o Governo e o outro para o Senado. Quem vai dar esse tom é JHC, que neste sábado faz o anúncio mais esperado do dia.

Detalhe 1: uma coisa será a renúncia, e outra o anúncio do caminho das urnas.

Detalhe 2: que precisa ser levado em conta, é que todos os demais estarão filiados. Ou seja: vão beber do leite derramado.

Detalhe 3: com a complexidade do jogo de rato e cassaco (sic), os vereadores que estão trocando de partido não poderão reclamar do antigo aliado. Tudo bem que, no Brasil, o proibido é permitido, mas há leis cumpridas para uns e outros não. Vale o risco?

Detalhe 4: há, até a meia noite, uma correria desenfreada na Federação PT/PV/PCdoB, que pode ser inflada ou implodida. Saberemos depois da meia noite.

Detalhe 5: A Federação Renovação Solidária, liderada por Adeilson Bezerra, entrou no jogo nos momentos finais das filiações das chapas proporcionais. Ele costuma funcionar muito bem nestes casos. É só um spoiler sobre a corrida maluca.

O detalhe extra é que há mais de um Dick Vigarista, e mais de uma Penélope Charmosa na disputa da Corrida Maluca pela vitória. Ou seja: salve-se quem puder.

Wadson Regis

Wadson Regis

Sobre

Jornalista profissional, formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é editor-geral do AL1.

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