Wadson Regis

“A Direita está perdendo o bonde da história”

Quem lembra desta frase? Nas eleições de 2022 bati muito nesse tema e Paulo está aí para provar que o imponderável não é Papai Noel

Há um dito popular que prega: quem tem (...) tem medo. E o cientista político que conversou comigo, neste sábado, é um “medroso”. Não tiro a razão do estudioso. E o que ele me disse? Que o ciclo político, no Brasil, é de 10 anos. Mas o de Alagoas, que foge à “regra” nacional, é de 30 anos. “Se a Direita for dividida para este pleito que se aproxima, vai permitir que o ciclo alagoano seja renovado por mais 30 anos”.

Para a sociologia, a política é a esfera da vida social focada na disputa, exercício e distribuição do poder, envolvendo a tomada de decisões coletivas e a gestão de conflitos em uma sociedade. Segundo Max Weber, é centralmente a luta pelo poder dentro de um Estado, visando à manutenção da legitimidade.

Poder e Dominação: A política envolve relações de poder (dominação), onde se busca obediência a ordens dentro de um território. Daí, temos uma noção melhor do que está acontecendo em Alagoas.

Política Profissional vs. Ação Cidadã: A política vai além dos políticos profissionais; inclui a participação da sociedade na gestão pública, movimentos sociais e o uso do voto. É outro spoiler que deve ser levado em conta.

Para Aristóteles, “a política é a ciência prática suprema que visa o bem comum e a felicidade coletiva”. É por aí que tal visão já não combina nos dias de hoje. Perceba que o MDB Alagoas avançou demais. Vai buscar eleger o governador, um senador, 22 estaduais (contando com os aliados da Federação PT-PV-PCdoB) e manter os 2 federais. Ou seja: do lado do Centro-Esquerda não houve mudança de rota, mas ampliação de território, por conta dos espaços abertos pelos rivais. Já a Federação União Progressista, liderada por Arthur Lira, busca manter 5 federais e eleger um senador. A organização para a chapa estadual nunca foi prioridade, mas ter o governador, SIM. É aí onde o Centro-Direita começa a tropeçar, porque JHC virou o centro das atenções e tende (ainda sem definição anunciada), dividir o bloco e ser o meio termo entre os lados Esquerda e Direita.

E quem pode resolver esse imbróglio? Acredite! O menos político de todos os jogadores: Alfredo Gaspar de Mendonça. Taxado de Boca Mole, virou Boca Dura e hoje é o Grande (com G maiúsculo) nome do processo. Não duvide: até maior (no empate técnico favorável) que JHC.

O momento é de Alfredo e a decisão de como será o jogo é de JHC. Renan e Arthur já jogaram suas cartas, mas ambos têm suas caixinhas de surpresa.

Vale lembrar que: Política é a arte de convencer. Fazem parte do combo, a humildade, credibilidade, capacidade de articulação, liderança, alinhamento de interesses, negociação, visão de futuro, mobilização e estratégia. Claro, com pitadas apimentadas de cinismo.

Todos têm um pouco. Complicado é ajustar a receita do sucesso.

Wadson Regis

Wadson Regis

Sobre

Jornalista profissional, formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é editor-geral do AL1.

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