Rodrigo Cunha em... um novo tempo...
Para começar esta leitura é preciso deixar claro que:
Parágrafo 1º ( e único ). - Rodrigo Cunha não é um poste (eleitoral); disputou duas eleições e venceu, sendo o deputado estadual mais votado de Alagoas, nas eleições de 2014, com 60.759 votos e, 4 anos depois, o senador mais votado, com 895.738 votos, nada mais, nada menos, que 274.178 votos a mais que Renan Calheiros. No ano passado, Rodrigo participou das eleições como vice de JHC, reeleito prefeito de Maceió com 83,25% dos votos.
Para os menos desavisados, a trajetória do advogado, natural de Arapiraca, é mais vitoriosa, nas urnas, que a de JHC, que perdeu sua primeira eleição, em 2010, sendo o primeiro suplente de Almir Lira, que faleceu antes de ser empossado na Assembleia Legislativa.
Para quem acredita em destino, JHC surgiu para a política através da morte (falência múltipla dos órgãos, de Almir Lira), para se tornar um dos personagens mais importantes da política alagoana. 23 anos depois (esse é o tempo de vida pública de JHC), eis que ele, JHC, fez renascer Rodrigo Cunha, para muitos, morto politicamente e eleitoralmente.
No início de 2019, Rodrigo Cunha foi rotulado de traidor, pelos eleitores cansados dos mesmos, os da Direita e do Bolsonarismo. Fez um mandato técnico aprovado, mas politicamente (na relação com os prefeitos) desastroso. Sua assessoria de comunicação não conseguiu posicioná-lo e ele precisou se reposicionar para não desaparecer. A estratégia de ser o vice de JHC, fica clara, não foi recuo, mas reposicionamento. “Obrigado, Rodrigo, por ter confiado em mim e na nossa parceria”, agradeceu JHC, no último discurso que fez, na entrega da obra do Salgadinho.
De fato, Rodrigo chega no processo eleitoral de 2026 como o político melhor reposicionado, entre os principais nomes. Terá ao seu lado seu primeiro padrinho político, Teotônio Vilela Filho. Não há dúvida de que Rodrigo foi decisivo para que JHC entrasse no PSDB, o primeiro partido do novo prefeito de Maceió, filiado ao Podemos.
Neste primeiro dia como prefeito, Rodrigo já mostrou um detalhe diferente na forma de comunicar. Ele sabe que, se depender das redes sociais, pode se enrolar e se afogar.
Maceió tem um novo e vitorioso político. Com histórico de “mãos limpas”, tem um legado a ser construído como gestor. Ele, agora, é o dono do jogo. É esperar pelo tempo...