O fim do PCC em Alagoas
Você sabe o porquê de o tráfico de drogas ser temido entre os chefes e traficantes? Por que, no crime organizado, há “respeito” – ainda que seja entre aspas – entre os envolvidos. O crime organizado não perdoa quem pula fora do caco.
Neste contexto, na política, por mais que haja milhares de casos concretos de corrupção, os políticos não se enquadram no chamado Crime Organizado, justamente pelo excessivo número de traição e enganação entre todos os envolvidos (político, povo e judiciário – com ressalvas para os três grupos citados)
É assim que explico o que sempre defendi: nunca existiu o tal Acordão de Brasília. E porque eu defendia que não existia? Eu mesmo escrevi, no meio do fogo-cruzado, que nenhum político inteligente acreditaria num acordo com os Caldas. Justifico: não é uma opinião minha, mas de quem é do meio real da política e que conhece a determinação de JHC.
No entanto, fica claro que houve a promessa de um acerto político. Mas, evidente, que o percentual da concretização era bem menor, o que acabou acontecendo.
Partindo da lógica de que acordo é para ser cumprido, o acerto político envolvendo os Caldas e os Calheiros já nasceu morto (para os Calheiros). Eu (e muitos) estaria equivocado se JHC concluísse o excelente mandato até o final. Agora, para o Governo, ele enfrentará Renan Filho; para o Senado, Renan Calheiros. Não há mais possibilidade de acordo firmado e cumprido.
Ou seja: o Plano Caldas Calheiros (PCC) acabou, em Alagoas. Que venha a guerra das ruas, através das urnas e dos milhõe$ pelo voto. Era essa a batalha que todos (da política e parte da opinião pública) esperavam.
Os princípios de Nicolau Maquiavel para derrotar um inimigo e garantir a sobrevivência baseiam-se no realismo político, na frieza estratégica e na capacidade de adaptação, priorizando a eficiência sobre a moralidade. O foco é a manutenção do poder e a neutralização de ameaças de forma cirúrgica.
Maquiavel ensina que o ódio é emocional e cega, enquanto o estudo do inimigo é racional e estratégico. Ele orientava para transformar o rival em professor e, assim, analisar suas fraquezas, vaidades e padrões de comportamento para prever seus próximos movimentos.
Sobre a neutralização pela utilidade, Maquiavel ensina que a vitória suprema é vencer sem lutar ou transformar o inimigo em aliado. É aí onde entra a cooptação: em vez de destruir, coloque o inimigo sob influência ou torne-o dependente. Um inimigo cooptado é um ativo; um inimigo morto é apenas um corpo que pode gerar ressentimento.
Na estratégia do Princípio da Antecipação, Maquiavel prever padrões, onde estudar a trajetória do rival permite antecipar sua reação e ditar o ritmo do conflito.
Diz Maquiavel: Seja proativo: Assuma a iniciativa antes que o inimigo o faça. E JHC FEZ!