A renúncia e o silêncio geral
Propaga-se que, na política, quem sabe o que quer, não fica em cima do muro. No interior, dizem que o bom cabrito não berra, e o Mestre Confúcio pregava que o silêncio é o amigo que não trai.
Percebam que são frases com o mesmo contexto. O que não significa que o muro esteja alto demais para os que correrão trecho até as urnas. Estratégia é a alma do negócio, e ela é a arma mais eficiente deste jogo.
Há, no entanto, a necessidade de avaliação sobre o que as lentes registraram, até agora, como a fotografia de JHC e Renan Filho, com a Ministra do STJ, Marluce Caldas; com os elogios de Renan à administração de JHC, e com o abraço declarado de Renan Filho a JHC. Muita gente não entendeu e há quem discordou, mas é tudo estratégia. Certa ( ) errada ( ). A avaliação é pessoal e coletiva.
No momento, a correria no bastidor é pela solução da crise que envolve Arthur Lira e JHC. Alfredo Gaspar é o responsável pelo equilíbrio entre eles. Mas, vale lembrar que a decisão de Alfredo será capaz de fortalecer o grupo de oposição ao blocão do MDB, como pode implodir a oposição.
Do lado do MDB/PSD não há crise e o jogo está jogado. Com o União Progressista/PL/PSDB, a conta está sendo refeita. Juntos, são fortes e ameaçam os Renans. Separados, serão cada um por si e muitos contra quem quebrou (se quebrar) a perna do tripé (Arthur+Alfredo+JHC – sempre por ordem alfabética).
O silencio faz parte da estratégia, mas as conversas do lado que ainda não se definiu... NÃO.
A renúncia de JHC, mesmo sem ele falar, é o barulho mais vibrante até agora.
É o que explica o silencio geral.