O inverno será decisivo (céu ou inferno)
Eu não escrevo sobre suposições, adivinhações e, muito menos, tenho o hábito de especular sobre alinhamento político. O motivo é simples: estratégia, quando é vazada, tem dois sentidos: alertar ou enganar o adversário.
Tenho falado, aqui, que teremos mais uma vez o imponderável como arma sagaz. No último texto, por exemplo, alertei sobre a invasão de território que, por tudo o que se sabe, só pode ser do lado de JHC, porque o bloco MDB/PSD tem o governador, mais de 80 prefeitos, mais de 80% dos deputados estaduais e pouco mais de 40% dos federais. Perder o vice-governador para o adversário é, simbolicamente, uma perda irrisória, mas a decisão de Ronaldo Lessa diz muito mais do que se sabe.
JHC não pode mais recuar. E, como já falei, só pode avançar. Se conseguirá chegar do Jaraguá (sede da Prefeitura de Maceió) até o Centro (de Maceió), e ocupar a cadeira do governador, aí é outra história.
A guerra das urnas se dará durante o inverno (21 de junho a 22 de setembro). Serão 3 meses de perdas e ganhos até a batalha final, no dia 4 de outubro.
Os que gostam de ler sobre história, certamente conhecem ou já ouviram falar do cruel e implacável inverno russo, que ajudou as tropas a brecar e esmagar o inimigo que avançava. No entanto, houve casos em que o caprichoso “General Inverno” se voltou também contra seu aliado. Adolf Hitler também sucumbiu num rigoroso inverno.
Tá... e o que você quer dizer, meu Caro Wadson? Seja mais claro! Estamos no meio do Nordeste do Brasil! Ok! A guerra das urnas, que se apresenta, será num inverno que promete chuva, com risco de enchente, mais uma vez destruindo sonhos e tirando vidas. Desta vez não há como evitar a morte política de alguns (no plural). Este fato será maravilhoso, porque os invernos acontecem todos os anos e, como a conta sempre chega, quem não se preparou para o juízo final estará debaixo das carregadas nuvens.
O timing do “guerreiro” JHC é um; o timing dos “guerreiros” Renan’s é outro (é fato que eles erraram na estratégia inicial). De um lado há Marcelo Victor e Paulo Dantas, do outro, Arthur Lira e Alfredo Gaspar. Não se trata de quem é mais importante ou mais forte, vencerá quem errar menos (para o Senado e Governo, nesta ordem). “Os fins justificam os meios” – Maquiavel.
Se você ainda não consegue perceber, serei raso na informação: confiar no que pensa o adversário é um erro fatal. Adversário não é covarde, muito menos confiável; ele é o inimigo e assim deve ser tratado em full time.
Avançar e manter (para não se perder). Esses são os lemas dos grupos A e B.