Wadson Regis

O imponderável ainda não aconteceu

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Pessoas que trabalham com adivinhação são chamadas genericamente de adivinhos, videntes ou oraculistas, utilizando métodos como leitura de cartas, búzios, astros ou intuição para prever o futuro ou revelar conhecimentos ocultos. Na política, dar-se o nome de especulador.

Não se pode fazer política profissional sem estratégia. E é aí onde as possibilidades são jogadas ao vento. Na política, candidato sem estratégia de vitória, dar-se o nome de laranja.

O “absurdo” silêncio dos líderes revela o que não pode ser dito. Mas, para que o vácuo não se estabeleça, os estrategistas da política soltam o veneno que alimenta o jogo. Na política, dar-se o nome de fake News (geralmente abocanhada pela mídia - jornalistas e proprietários das perigosas páginas “sociais”).

A realidade - ou verdade deste momento - não significa a decisão de cada grupo político. Em 2026 há caciques demais buscando o mesmo objetivo. Há, também, o claro interesse pelo "novo" e ao "opositor do rejeitado". Quem não trabalhar esse detalhe, estará mais vulnerável no dia da eleição.

A matriz eleitoral vem mudando, e o interesse da população aumentando. Ter muito dinheiro, estrutura gigante e exército político é importante, mas prevalecerá quem tiver a melhor estratégia. É aí onde o imponderável voltará a se apresentar. Em 2026, bati com excesso nesta tecla, e aconteceu, com o improvável rompimento entre Arthur Lira e Marcelo Victor, a improvável (àquela época) aliança entre Marcelo Victor e os Calheiros, e a improvável vitória de Paulo Dantas, ao Governo).

O imponderável beneficia quem tem a melhor estratégia, mas castiga os adivinhos, videntes e oraculistas.

Dica: Sobre política, jamais acredite nos que dizem "eu acho". Pelo simples fato: quem acha não sabe o que diz, o que faz...

Wadson Regis

Wadson Regis

Sobre

Jornalista profissional, formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é editor-geral do AL1.

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