O silêncio diz muito! KD as pesquisas?
O silêncio dos principais nomes na disputa pelo Governo e Senado é justificável. Afinal, há detalhes e decisões que estão sendo resolvidos. É daí que sairá o tamanho do imponderável.
Por outro lado, o desaparecimento das pesquisas nacionais, em território alagoano, chama a atenção para os porquês. É fato que este fenômeno não seja normal, afinal, temos os dois principais pré-candidatos ao Governo definidos (JHC e Renan Filho) e, pelo menos, quatro nomes interessantes na disputa pelo Senado (Alfredo Gaspar, Arthur Lira, Davi Filho e Renan Calheiros). Neste caso, temos dois nomes para uma vaga ao Governo, e quatro para as duas vagas ao Senado.
O silêncio, ou desinteresse, pelos números dos institutos nacionais, é uma estratégia, só não sei de quem. Como não trabalho com adivinhação ou achismo, não arrisco, mas há o interesse de gente graúda pela não divulgação. Daí você pode questionar: mas, como, se para o Governo os dois candidatos são de grupos diferentes? Como, se para o Senado a briga é de quatro para duas vagas? Resposta exata: o jogo não está definido. Há dúvidas demais entre os grupos. Na virada de mesa, o imponderável muda tudo, podendo alterar (com força) a ordem dos números.
Todos estão focados nas negociações. Todos têm medo da derrota. Neste momento, ninguém quer se arriscar nos números provisórios.
Pesquisa eleitoral é termômetro. Gastar cartucho, agora, é jogar munição fora. As empresas alagoanas que se arriscam a divulgar números do momento estão na mira da Justiça. De seis registradas, quatro foram proibidas (kkk). No entanto, os levantamentos (extra-oficiais) são feitos todos os dias. Veja que contraditório.
Em tempo: a escrita KD (que está na manchete) faz jus à modernidade da escrita no cotidiano. Foi estrategicamente escrito (porque estou no embalo dos estrategistas).