Wadson Regis

Mentiroso! (habemos guerra!!!)

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Quantos falaram, escreveram e até apostaram no tal “acordão de Brasília”? Eu, além de não ter acreditado, destaquei aqui, no blog, e justifiquei o porquê de não acreditar, afirmando que: “que adversário, em sã consciência política, acreditaria num acordo político com JHC, sendo que o pagamento de toda fatura sendo antecipado?” Isso não quer dizer que não houve tratativas, mas acordo é para ser cumprido, e a tal tratativa seria muito difícil de ser consumada. 1 a 0 para JHC.

No início dos anos 2000, em Capela, na casa do então prefeito Totinha Melo, o então vereador Bobito fez um comentário, enaltecendo a capacidade do senador Renan. “Olha, aqui, o homem que mais entende de política neste estado”. Renan, rapidamente, rebateu: Olha... (aquele hiato tradicional), Bobito. Ninguém entende de política, porque ela é... (mais um hiato) dinâmica. Nós temos que entender o cenário. É aí que se consegue fazer um planejamento”. Nunca esqueci desse ensinamento, e anotei na minha mente. Eu estava lá, porque era assessor dos prefeitos Fernando Toledo (a quem sou eternamente grato pelas oportunidades) e do anfitrião Totinha.

Tem sido com o que aprendo como assessor e consultor de políticos, que tenho propriedade no que escrevo. Obviamente sem ser o dono da razão ou verdade, que na política mudam como os turnos do dia (manhã, tarde, noite e madrugada).

JHC e Alfredo Gaspar, senhoras e senhores, são os caras da onda contra o grupo governista. Arthur Lira e Renan são os caras da articulação, da experiência estendida em Brasília, os que sabem como a máquina funciona. Há, neste novo contexto pré-eleitoral, três fatores que são novos: o primeiro é que Alfredo Gaspar, JHC e Renan Filho vão conhecer o poder da força bruta dos adversários. Eles nunca apanharam.

E o primeiro tom foi dado pelo experiente Renan Filho, contra o adversário JHC: “O mentiroso, ele almoça na sua casa, mas não janta, porque no meio da tarde você toca ele pra fora”. Está postado no Instagram de Renan Filho.

Perceba que as citações ao Banco Máster e sobre a não realização de concursos na Educação de Maceió ficaram menores que a “agressão verbal” de Renan Filho.

Bem... o imponderável-mor ainda não aconteceu, mas os sinais de guerra estão claros, para o pleno alívio de todos os grupos políticos. Hora de conhecermos o poder de fogo e os podres de todos os envolvidos (isso na boca dos adversários).

Fumaça preta, na política, é sinal de confronto. Habemos guerra!!

PS.: devo dois fatores (garanto cumprir o acordo de escrevê-los aqui, em breve)

Wadson Regis

Wadson Regis

Sobre

Jornalista profissional, formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é editor-geral do AL1.

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