O problema de Alagoas é outro
Talvez você não saiba, mas Alagoas, com pouco mais de 2 milhões e meio de eleitores, tem mais gente para votar que 7 estados (Mato Grosso do Sul, Sergipe, Rondônia, Tocantins, Acre, Amapá e Roraima). E, certamente, você não sabe que nosso Estado tem mais eleitores que o Acre, Amapá e Roraima, juntos. Ou mais que Rondônia e Tocantins juntos.
O problema de Alagoas está na mente perversa da maioria dos líderes políticos que, por longos anos, deixaram Alagoas ser líder no analfabetismo e com o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país.
O problema de Alagoas, senhoras e senhores, está nos interesses da maioria dos que nos representam. Por exemplo: Renan Filho sempre foi de centro, mas pendurado para a Direita. Pelos interesses coletivos, virou Centro-Esquerda. JHC era, por todo o tempo, de Centro-Direita, até flertando com a Direita, mas virou Centro-Esquerda. Todos sabemos os porquês.
Chegou a vez do prefeito Rodrigo Cunha sentir o peso dos interessados. Como pode um prefeito, literalmente ficha limpa, (até que provem o contrário) de uma capital em plena expansão e exposição nacional, perder o partido para um secretário de Estado? Simples: pelo interesse do seu fiador.
Tudo bem que isso faça parte do jogo político. Mas é aí onde encontramos a pedra no caminho político das Alagoas. O problema de Alagoas está nos interesses pessoais dos dignos representantes do povo, que pensam mais ou menos assim:
Primeiro, eu...
Segundo, eu...
Terceiro, meu filho ou minha esposa...
Quarto, meu neto ou meu sobrinho...
O voto é livre, mas chegamos à urna com a cabeça em outro pensamento e sentimento.
EU também tenho meus interesses! (e vou lutar por eles).