Wadson Regis

Retranca é covardia disfarçada de estratégia

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Não pense que estou falando de JHC. Ele é um jogador que tem estilo próprio, é o treinador do próprio time e tem o próprio tempo, tanto para atacar, quanto para defender. Pelo que temos visto nas ruas e avenidas das cidades, esse também não é o caso de Renan Filho, que está, literalmente, invadindo e cercando as regiões do Estado.

Os times são diferentes “em quase tudo”. Os estilos nem tanto. O que preocupa, pode anotar, a JHC e Renan Filho é o interesse dos aliados. É aí onde justifico a manchete deste texto.

Neste momento, há muita gente falando o que não sente e ouvindo o que não queria. Enquanto os dois grupos não estiverem montados, e em campo, um lado avança com força total, e o outro cerca com os peregrinos. Numa guerra como esta, a estratégia é a alma do negócio e a covardia será a principal arma contra o derrotado. É aí onde a retranca justifica o exército de um time só.

Perceba que, quem ousa falar de política, destaca o “e se”, “pode”... o achismo não ajuda, nem acrescenta na estratégia do ataque para a vitória. O MDB, por exemplo, mudou a rota do avanço com a missão do Dr Wandrley, como isca do Senado. PL e Cidadania juntos (JHC com Alfredo) é uma combinação sem o máximo de efeito para ambos, porque Arthur é o tempo que a tropa aprecia.

O medo geral, neste momento, é muito mais agressivo que os ataques nas falas dos generais. Medo e Covardia... são o sentimento do momento, antes do jogo – oficialmente – começar.

PS.: medo da derrota (o maior castigo para um político)

Em tempo: Retranca é covardia disfarçada de estratégia é uma frase de Nelson Rodrigues, ao criticar o estilo de Zagallo, dias antes da Copa de 70). "Brasil 70: A Saga do Tri" tem muito com este momento da política alagoana. Está na Netflix.

Wadson Regis

Wadson Regis

Sobre

Jornalista profissional, formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é editor-geral do AL1.

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