Bolhas e o fato novo
JHC curtiu o ápice da bolha, com os primeiros 45 dias na condição de ex-prefeito de Maceió e pré-candidato declarado, percorrendo o interior, principalmente nos dias de feira.
Renan Filho está curtindo a bolha com blitz diárias, com o reforço máximo do seu batalhão pelo interior.
Já a corrida para o Senado, tem Arthur Lira consolidado como o voto do coração dos prefeitos (as). É um fato novo e irreversível.
Alfredo Gaspar adotou o silêncio como estratégia. Logo ele? A decisão de caminhar sem JHC e o posicionamento da Direita, em Alagoas, serão decisivos.
Davi Davino Filho entrou no jogo cantando de galo, com um tom que não combina com seu perfil. Prega ser a opção dos insatisfeitos. (Será que cola?).
Renan Calheiros tem exército e experiência como pontos fortes para atingir o quinto mandato no Senado. O ponto negativo continua sendo sua rejeição. É um calo que complica sua corrida.
Wanderley é um plano de Renan (que só ele sabe).
Os núcleos duros, dos grupos e candidatos, sabem que esse é o desenho do momento. Cada um tem seu monitoramento próprio, mas o nó está em saber qual será a próxima movimentação dos adversários.
Por enquanto, com os festejos juninos e a Copa, em andamento, o eleitor está disperso. Este é outro detalhe que tem preocupado os caciques. Eleitor disperso é risco de abstenção e este item é determinante.
Moral do enredo, ainda provisório: até agora houve inúmeros erros na leitura dos cenários, e as bolhas não estão sendo capazes de distanciar os principais pré-candidatos. Com exceção de Arthur Lira, que decolou e colou na liderança, todos os demais estão na pressão.
Em resumo: Muito blá blá blá e pouco pragmatismo.