JHC e o desafio de transformar Alagoas
Passada a eleição, termina o discurso das urnas e começa o confronto com a realidade — por mais dura que ela seja para alguns.
JHC chegará ao Governo de Alagoas com uma missão que, na minha avaliação, pode ser resumida em três grandes desafios: educação, desenvolvimento econômico e qualidade de vida. E os três estão diretamente ligados.
Alagoas precisa transformar educação em desenvolvimento. Não basta manter crianças e jovens na escola. É preciso garantir aprendizagem, ampliar a qualificação profissional e preparar uma nova geração para um mercado cada vez mais tecnológico e competitivo. Educação de qualidade não é apenas política social. É política econômica.
Na minha opinião, é bem diferente de transformar recurso público apenas em bolsa disso ou auxílio daquilo. Políticas de transferência de renda têm sua função social, principalmente para quem precisa, mas não podem substituir a construção da autonomia através da educação, da qualificação e do emprego.
E existe uma ferida que precisa ser enfrentada: Alagoas carrega a maior taxa de analfabetismo do Brasil. Sair dessa histórica lanterna é obrigação, JHC!
O segundo desafio será fazer a riqueza chegar às pessoas. O Estado possui turismo, agricultura, comércio, serviços e possibilidades de desenvolvimento. Mas crescimento econômico só produz transformação social quando gera emprego, aumenta renda e cria oportunidades também fora dos grandes centros.
Grande parte dos municípios alagoanos ainda possui forte dependência das transferências constitucionais, especialmente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). É preciso fortalecer economias locais, estimular novas atividades produtivas e fazer o desenvolvimento chegar ao interior.
O terceiro ponto é a qualidade de vida. Água na torneira, saneamento, saúde, habitação, mobilidade, segurança hídrica e proteção contra enchentes precisam fazer parte de uma mesma estratégia. Não podemos considerar desenvolvido um Estado onde a economia avança, mas parte da população ainda enfrenta dificuldades para ter acesso ao básico - como a água, por exemplo.
Talvez esteja exatamente aí o maior desafio de JHC: diminuir a distância entre os números oficiais e a vida real do alagoano.
Um governo pode inaugurar obras. Pode melhorar indicadores. Pode divulgar investimentos. Tudo isso importa. Mas existe uma régua ainda mais simples — e talvez muito mais rigorosa — para avaliar os próximos quatro anos.
Quando esse ciclo terminar, Alagoas terá que responder: O alagoano aprendeu mais? Ganhou mais? Vive melhor?
Se as três respostas forem positivas, não teremos apenas um governo bem-sucedido. Teremos – FINALMENTE - começado a transformar Alagoas. E não esqueça, JHC: BARRAGENS JÁ!
A bola está com você. Não dececpione.