JHC... no tempo, do tempo dele...
Cabo Bebeto, Leonardo Dias e uma multidão perguntando... JHC, cadê você? Chega a ser engraçado, e até parece que não conhecem o estilo do governador eleito, justamente pela maioria dos que cobram a presença e posicionamento do “estrategista” onipresente, nas grandes manifestações.
JHC não joga com o previsível, mas age com o previsto. Ou seja: ele usa e abusa da estratégia de fazer algo que provoque a curiosidade, com base em indícios, mas com tudo planejado, calculado, programado ou determinado para... com JHC, não dá para saber o que vai acontecer.
Até quando será assim, não sabemos. O próspero casamento com o eleitorado e os vereadores de Maceió deu ao próximo governador de Alagoas motivos, e tempo, para ele amadurecer e estudar os passos seguintes à sua vitória.
Os que dizem que JHC terá dificuldade no relacionamento com a Assembleia Legislativa não medem o tamanho e poder de fogo da máquina (Governo). Por outro lado, JHC deve ter estudado sobre os porquês de Divaldo Suruagy ter sucumbido quando tinha – em tese – a maioria dos aliados no Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa.
Eu tenho estudado JHC, como estudei, por anos, Renan Calheiros. Não há como comparar os dois, mas é possível entender os caminhos da próxima jogada. Detalhe: quem optar por jogar JHC, para a plateia, correrá o risco de ter o teatro esvaziado.
JHC, senhoras e senhores, curiosos, palpiteiros, xeleléus e ansiosos, também é um leitor e admirador de Confúcio, o principal pensador político chinês, que tinha uma Regra de Ouro, onde pregava a reciprocidade, resumida na máxima: "Não imponha aos outros o que não deseja para si mesmo". JHC segue direcionando seus passos para o povo, e não através da pressão ou da força bruta das manifestações.
Para os políticos, inclusive os aliados, ele usa e abusa da máxima de Confúcio: “O silêncio é o amigo que não trai”.
Certa vez JHC me disse: "Wadson! eu tenho o meu timing e a minha estratégia". Aí eu entendi e, por isso, passei a estudá-lo com mais profundidade.