Wadson Regis

Candidatos a Fênix ou game over?

Os novos voos serão de águia ou galinha

As duas derrotas mais emblemáticas nas eleições de 2026, em Alagoas, foram as de Alfredo Gaspar de Mendonça, e de Renan Calheiros. DETALHE: um não gosta do outro.

Alfredo não teve demérito em sua derrota para vice-presidente do país. Foi vítima de uma escolha de alto risco que, certamente, em caso de vitória, seria decisiva para provocar mais uma mudança, a partir das eleições de 2028, neste estado de tantas artimanhas políticas.

Já Renan, pagou o preço do cansaço por quase meio século utilizando a mesma ferramenta, o diálogo analógico, como carro-chefe de sua campanha. Perdeu, não apenas, porque Marina é mulher, jovem, moderna e esposa de JHC, foi derrotado porque não se atualizou na leitura dos algoritmos, insistindo no tradicional “você sabe que conta comigo”.

Passado o processo eleitoral, Alfredo Gaspar, aos 56 anos de idade, e Renan Calheiros, 71, são as duas principais incógnitas para 2028. Quem conhece, sabe que o grande sonho de Alfredo é ser prefeito de Maceió, e o de Renan, a partir de agora, é não ficar sem mandato.

Com duas derrotas e uma vitória nas urnas, Alfredo (pelos sinais eleitorais de hoje) só não realizará seu sonho se:

01 – se não quiser disputar em 28;

02 – se a dupla JHC-Rodrigo Cunha não estiver afinada com o eleitorado da capital;

Com o peso do cansaço de 50 anos de “vida pública”, fica difícil saber o “novo” sonho de Renan. Maceió seria impossível (sim, talvez a única impossibilidade na política de Alagoas seja uma vitória de Renan em Maceió) e Murici, pouco provável (mas... quem sabe?)

O que está claro é que os dois principais derrotados nas eleições de 2026, em Alagoas, precisam tomar uma nova decisão que os reposicione para a vitrine, com o chamativo de FÊNIX, ou a carreira política de ambos terá um melancólico GAME OVER.

DICA: que não cometamos os desleixos de acreditar no que falam os palpiteiros eleitorais ou nas apostas malucas, como a do empresário que perdeu um Porsche, avaliado em R$ 1,5 milhão, com a derrota de Flávio Bolsonaro.

Eleição é coisa séria (por mais que não pareça).

Wadson Regis

Wadson Regis

Sobre

Jornalista profissional, formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é editor-geral do AL1.

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