Wadson Regis

A derrota não se terceiriza

O Brasil está moralmente doente. Este fato, sim, contagia milhões dos nossos

Ainda sobre o resultado da eleição para presidente do Brasil tenho ouvido lamentação, reclamação e prejulgamento. Teses em cima de teses. Ninguém questiona os institutos que indicavam a vitória de Flavio Bolsonaro. A queixa “crime” é contra o sistema, com a conivência maquiavélica entre as bandas podres da política, judiciário e imprensa.

Bem... como não sou psicólogo e o bom jornalismo ainda me sustenta na profissão que escolhi, decidi escrever algumas linhas, muito mais como resposta aos que “ainda” se queixam pela derrota de Flávio Bolsonaro.

Explico com letras (já musicadas) do “FANTASMA”, meu nome artístico para a música, mais precisamente o punk rock. Seguem trechos de três canções, que estarão no meu primeiro álbum, a ser lançado ainda neste ano, com o título: O $ISTEMA NÃO ESTÁ NA PRISÃO.

“Tem lei pra tudo, mas quem cumpre? Tem regra escrita, mas o sistema fura fila. Inocentes, na prisão, Brasil da gambiarra, da corrupção. Proibido é permitido. É o lema do Brasil, regras de gaveta e o crime absolvido pela treta” – Proibido é permitido.

“Quem comanda o Brasil? O sistema, senhor! Quem domina o Brasil? O Congresso Nacional, senhor! Quem prende e solta, no Brasil? A Justiça, senhor! O $istema está no comando, o Centrão dominando e a Justiça de costas... que covardia” - Covardia.

“O jogo sujo esconde a verdade. O judiciário promove o caos da lei. Os políticos comandam a baderna. O domínio é dos fora da lei. Quem manda no jogo é a corrupção. O $istema não está na prisão. Fantasia é pensar diferente. Que sejamos bem diferente, do sistema operante, dominante. Estamos presos na manipulação. Até quando? – Jogo $ujo.

Canto com gosto o que sinto. E apanho na mesma proporção dos filhotes do $istema. Tenho duas coisas a dizer: a primeira é que a derrota não se terceiriza; a segunda, é que estou fazendo a minha parte e deixando Deus cuidar do resto.

O Brasil tem jeito; não do jeito que e$tá!

Wadson Regis

Wadson Regis

Sobre

Jornalista profissional, formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é editor-geral do AL1.

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