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Operação Mute intercepta comunicação ilícita e apreende drogas em presídios de Alagoas

Ação é considerada uma das mais importantes no combate ao crime | Ascom Seris

Regina Carvalho 

A Polícia Penal de Alagoas concluiu mais uma fase da Operação Mute, que resultou na apreensão de materiais ilícitos no Presídio do Agreste, em Girau do Ponciano, e no Presídio Feminino Santa Luzia, em Maceió. A ação é considerada uma das mais importantes no combate ao crime, impedindo a estratégia de facções criminosas dentro das unidades prisionais.

Durante as operações, são realizadas revistas simultâneas em celas e pavilhões com o intuito de localizar e apreender materiais ilícitos que entram de forma irregular e são utilizados para a prática de crimes fora do sistema prisional. A ação em Alagoas ocorreu entre os dias 18 a 20 deste mês.


“A Operação Mute tem como base o combate a qualquer forma de comunicação do reeducando com o meio externo, impedindo ordens de crimes e articulações entre facções e entre grupos criminosos. É tolerância zero no Estado de Alagoas contra o crime organizado”, destaca o policial penal Carlos Voss, secretário executivo de Gestão Penitenciária da Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris).

Segundo ele, foram interceptadas comunicações ilícitas, como bilhetes e cartas, e drogas nas unidades prisionais vistoriadas. O material apreendido ainda está sendo contabilizado.


Em sua 10ª edição, a Operação Mute é uma iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), e é executada simultaneamente em presídios de todo o País.

Nas nove fases anteriores, foram apreendidos 7.542 celulares em unidades prisionais. Ao todo, 35.056 policiais penais participaram das ações e realizaram inspeções em 34.837 celas.