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PC fala sobre a morte de dois agentes de polícia no Sertão de Alagoas

Uma comissão de delegados foi instaurada para conduzir as investigações | Ascom Polícia Civil

John Lucas 

Em coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira (20), a Polícia Civil de Alagoas passou detalhes das investigações sobre a morte dos agentes Yago Gomes Pereira e Denivaldo Jardel Lira Moraes, ocorrida no município de Delmiro Gouveia, no Sertão do estado. O principal suspeito do crime, também policial civil, foi preso em flagrante logo após o ocorrido.

Participaram da coletiva o delegado-geral adjunto Eduardo Mero, os diretores de Polícia Judiciária 4 (DPJ4), delegado Antônio Carlos Lessa, e de Homicídios, delegado Sidney Tenório, além do coordenador das Unidades de Homicídio do Interior, delegado Flávio Dutra.

Segundo as informações apresentadas durante a coletiva, os três policiais estavam em missão para cumprimento de mandado judicial na cidade de Piranhas. Após o encerramento da atividade, durante o trajeto de retorno, os dois agentes foram atingidos por disparos de arma de fogo dentro da viatura, já no município de Delmiro Gouveia.

De acordo com o delegado adjunto Eduardo Mero, em depoimento inicial o autor afirmou que não se recorda do momento exato do crime. “Ele relata lembrar apenas da saída de Piranhas em direção a Delmiro Gouveia e, posteriormente, já fora do veículo, tentando se localizar”, explicou.

A perícia identificou dois disparos efetuados dentro da viatura. Um dos policiais foi atingido na região da cabeça e o outro na nuca. No interior do veículo também foram encontrados estojos compatíveis com a arma apreendida com o suspeito.

O delegado Antônio Carlos Lessa, da DPJ 4, informou que o policial foi autuado em flagrante e transferido para Maceió, onde será submetido a exames e avaliações complementares. “Todas as providências foram adotadas imediatamente. O caso será investigado com total rigor, sem qualquer privilégio por se tratar de um integrante da instituição”, afirmou.

Segundo o delegado Flávio Dutra, o caso está sendo tratado como homicídio qualificado pela impossibilidade de defesa das vítimas e todas as perícias necessárias já foram solicitadas pela comissão responsável pelo inquérito. “Oficiamos o Instituto Médico Legal e o Instituto de Criminalística para realização de exames toxicológicos, balísticos e demais análises que possam esclarecer a dinâmica do crime”, explicou o delegado, acrescentando que os estojos encontrados no local coincidem com o calibre da arma portada pelo investigado, apreendida após o ocorrido.

Foi instaurada uma comissão de delegados para conduzir as investigações, além da abertura de procedimento administrativo disciplinar por parte da Corregedoria da instituição. As investigações seguem em andamento para esclarecer a dinâmica, a motivação e todas as circunstâncias do crime.


O delegado Sidney Tenório, que preside a comissão, ressaltou que todas as informações e possibilidades relacionadas ao crime serão apuradas ao longo do inquérito policial. Além dele, também integram a comissão os delegados Flávio Dutra e Andrey Araújo, titular da Delegacia de Homicídios da 1ª Região.

Consternado com o trágico fato que vitimou os dois agentes de polícia, o delegado-geral da instituição, Thales Araújo, interrompeu sua agenda oficial no Ministério da Justiça, em Brasília, onde cumpria compromissos institucionais desde a terça-feira (19), e providencia retorno emergencial ao estado de Alagoas para prestar apoio aos familiares das vítimas e acompanhar os procedimentos relacionados ao caso.