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Imóveis seguem como alternativa sólida para quem quer construção de patrimônio a longo prazo

Por Tríade Comunicação

O ditado “quem compra terra, não erra”, repetido por gerações de brasileiros, nasceu da percepção de que investir em imóveis sempre foi uma forma segura de preservar e aumentar patrimônio. Hoje, diante de uma infinidade de aplicações financeiras e dos juros elevados, a discussão ganhou novos contornos.

Para o diretor da Jarvis Inteligência Imobiliária, Lauro Braga, o velho ditado ainda faz sentido. Embora a renda fixa ofereça atrativos em momentos de taxas elevadas, o imóvel continua sendo um dos ativos mais eficientes para a construção patrimonial de longo prazo. Isso porque, além da possibilidade de gerar renda por meio de aluguéis, o bem tende a se valorizar ao longo dos anos, acompanhando o desenvolvimento urbano, a expansão da infraestrutura e o crescimento econômico das regiões onde está inserido.

O Índice FipeZap revela que os imóveis residenciais tiveram alta média de 7,73% em 2024 e de 6,52% em 2025, registrando o melhor ciclo de valorização desde 2013. Dados apontam, que, no acumulado dos últimos 10 anos, período entre 2014 e 2024, ativos imobiliários registraram valorização nominal próxima a 143%.

“Diferentemente de aplicações financeiras que dependem do comportamento dos juros, o imóvel permite ganhos em várias frentes. O investidor pode obter renda recorrente, aproveitar a valorização do ativo e ainda utilizar esse patrimônio para adquirir novos imóveis, ampliando sua carteira de forma estratégica”, explica Lauro.

Tesouro Direto, CDBs e fundos conservadores, embora esses títulos de renda fixa apresentam atrativos em períodos de juros altos, especialistas alertam que a análise não deve considerar apenas a rentabilidade imediata, mas também a capacidade de geração de patrimônio ao longo dos anos.

“Quando analisamos o longo prazo, o imóvel oferece uma combinação que poucos ativos conseguem reunir. Valorização do patrimônio, possibilidade de geração de renda recorrente por meio de aluguel e proteção contra oscilações de mercado. Além disso, trata-se de um bem real, que tende a acompanhar o crescimento das cidades e da economia”, afirma.

Segundo Lauro, muitos investidores acabam concentrando a atenção apenas nos rendimentos mensais da renda fixa e deixam de considerar o potencial de valorização do mercado imobiliário ao longo dos anos. “Um título de renda fixa pode entregar uma boa rentabilidade enquanto os juros estão elevados. Já o imóvel permite ganhos em diferentes frentes. Tem a valorização do ativo, possibilidade de aluguel e oportunidades de reinvestimento que ampliam o patrimônio de forma progressiva”, explica.

O especialista também destaca que a compra de imóveis pode fazer parte de uma estratégia estruturada de investimentos. Em sua metodologia, adaptada de conceitos utilizados no mercado financeiro, cada ativo adquirido passa a contribuir para a aquisição do próximo imóvel, formando uma carteira patrimonial escalável.

“A lógica é fazer com que um ativo ajude a financiar o próximo. Com planejamento, os rendimentos obtidos por meio de aluguel ou da valorização podem ser reinvestidos, criando um efeito multiplicador. É uma visão de carteira de investimentos aplicada ao mercado imobiliário”, detalha.

Apesar das vantagens, Lauro Braga ressalta que o sucesso de qualquer investimento depende de análise técnica e planejamento. Localização, potencial de valorização da região, demanda por locação e perfil do imóvel são fatores que precisam ser avaliados para reduzir riscos e aumentar as chances de retorno.

Ele explica que o maior erro é investir por impulso ou tomar decisões baseadas apenas na emoção, precisa ter estratégia. “Quem entende o imóvel como um ativo financeiro e faz escolhas fundamentadas tende a obter resultados mais consistentes ao longo do tempo”, frisa o consultor.