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MPAL reúne instituições para avaliar Plano de Ação em caso de emergência zoossanitária e gripe aviária em Alagoas

Por iniciativa do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), por meio da 4ª Promotoria de Justiça da Capital (Defesa do Meio Ambiente), foi realizada, nesta sexta-feira (12), mais uma reunião que trata do procedimento estrutural a respeito da criação e execução de um Plano de Ação e fluxo de trabalho a serem aplicados em casos suspeitos de gripe aviária, causada pelo vírus H5N1, ou de uma emergência zoossanitária no estado.

Desde 2023 o Brasil está em monitoramento devido ao risco de emergência zoossanitária causada pelo vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP – H5N1), mais conhecido como gripe aviária. Em março de 2026, o governo federal, por meio dos Ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima e da Agricultura, publicou uma nova portaria, a qual prorroga a situação nacional de emergência zoossanitária para o vírus H5N1 por mais 180 dias.

“Alagoas precisava ter um Plano de Ação para lidar com casos suspeitos ou confirmados de gripe aviária, a qual representa situação de potencial risco à saúde pública e ao meio ambiente. Por essa razão, como não havia um Plano em Alagoas, convocamos os órgãos competentes e outras instituições da sociedade civil para que um documento dessa natureza, exequível e adaptado à nossa realidade, fosse criado”, frisou o promotor de Justiça Alberto Fonseca, titular da 4ª PJC.

Segundo ele, é necessário que periodicamente o Plano seja revisado e ajustado, com as devidas responsabilidades de cada órgão, os quais devem agir para o caso de localização de animais com sintomas ou indícios de zoonoses, especialmente em caso de aves migratórias.

“É fundamental esclarecer que a população não deve pegar, se aproximar e muito menos levar para casa aves migratórias ou nativas encontradas com sintomas de doença ou que estejam moribundas. Deve-se sempre acionar os órgãos de defesa do meio ambiente e de fiscalização agropecuária, além do Batalhão de Polícia Ambiental. A partir desse acionamento, o fluxo de trabalho será acionado”, destacou Fonseca. Se alguma pessoa tiver contato com aves com essas características, ela deve procurar o serviço de saúde e, mesmo se não apresentar sintomas, será monitorada por 10 dias.

A partir da reunião desta sexta-feira (12), ficou determinado que serão acionados o presidente da Associação dos Municípios Alagoas (AMA) e do Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde (COSEMS) para agendamento de encontro com os representantes de todos os municípios, principalmente de Secretarias Municipais de Saúde e de Meio Ambiente, bem como Vigilância Sanitária, a fim de tratar do fluxo e dos procedimentos para o caso de localização de animais com sintomas ou indícios de zoonoses, especialmente em caso de aves migratórias.

Além disso, o Instituto Biota e o CCZ de Maceió deverão produzir um relatório mensal, com as informações acerca de animais resgatados, atendidos e informações pertinentes, que serão enviados ao MPAL.

Participaram da reunião e integram o Plano de Ação: o MPAL, o MPF, o Instituto Biota, o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), as Secretarias Estadual (Sesau) e Municipal de Saúde (SMS), o Lacen, o Batalhão de Polícia Ambiental da PM (BPA) e o Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde.

Ascom MPAL