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São João Comunitário chega ao sétimo dia de festa com conexão entre juventude e o som da sanfona

| Pablício Vieira – Ascom Arapiraca

“A sanfona fala por mim, ela diz o que minha boca não consegue”, declarou a noiva durante a abertura da apresentação da Junina Pisoteio, no bairro Batingas. A frase, tão simbólica e até emotiva, resume bem o espírito de resgate de tradições do São João Comunitário de Arapiraca, que completou uma semana, neste domingo (21), levando festa para os quatro cantos do município, da zona urbana à rural.

Além do Arraiá Pisoteio, as festividades também contaram com o Arraiá Amigos do Alto, no bairro Alto do Cruzeiro, com diversos tipos de quadrilhas, desde a kids até a matuta, que deu um show de energia e bom humor, arrancando sorrisos do público que se reuniu para assistir, incluindo o prefeito Luciano Barbosa, o advogado Lucas Barbosa e a secretária de Cultura, Lazer e Juventude, Mônica Nunes.

“A montagem dos arraiás, com todos os seus enfeites, é muita cultura, muito envolvimento e muita entrega com amor à tradição nordestina. Isso é o que há de mais bonito no São João de Arapiraca, que é esse envolvimento de todas as comunidades […] Eu fico muito feliz em saber que a nossa juventude preserva nossas tradições, gosta e tem orgulho de ser nordestina”, afirmou o prefeito.

Nas Batingas, a cidade cenográfica na entrada já anunciava a grandiosidade do Palhoção mais à frente, que encantou jurados e convidados com a quantidade de atenção aos detalhes. A programação teve apresentação de Guerreiro, poesia em homenagem à festa da comunidade e o espetáculo da quadrilha Pisoteio, que neste ano teve como tema a nostalgia do forró das antigas.

É proibido cochilar

Com figurinos extravagantes e coloridos, energia contagiante e uma sincronia impressionante nos passos, a junina reimaginou clássicos de todas as eras do forró das antigas, desde o forró romântico do início dos anos 2000 até o tradicional forró pé de serra, patrimônio cultural e imaterial do Brasil.

“É proibido cochilar no Arraiá da Pisoteio”, decretou o puxador, enquanto o público que lotou as calçadas em volta do Palhoção acompanhava com alegria, vibrando com a mensagem da quadrilha sobre persistir nos sonhos e nunca deixar o preconceito vencer.

A festa ainda deu um show de gastronomia regional com pratos clássicos da tradição nordestina, como a macaxeira e o cuscuz, e receitas que não dá para encontrar em todo canto, como um bolo de couve e suco de capim-limão. Os ingredientes, é claro, vieram da Escola de Campo, que fica localizada no bairro e faz um trabalho exemplar na educação agroecológica dos estudantes arapiraquenses.

Ascom Arapiraca