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Casa do Autista de Maceió destaca o papel da atividade física no cuidado ao TEA

Educador físico Eduardo durante atividade na piscina com usuários da Casa do Autista. | David Silas/Ascom Maceió Saúde

Eberth Lins

Na rotina de cuidado especializado oferecida em Maceió, a atividade física vem ganhando destaque como uma importante aliada no desenvolvimento de crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista (TEA). A Casa do Autista de Maceió tem ampliado práticas que integram movimento, ludicidade e acompanhamento multiprofissional, reforçando o papel do corpo como instrumento de aprendizado, autonomia e inclusão social.

De acordo com o educador físico da unidade, Eduardo Henrik, a combinação entre atividade física e psicomotricidade é essencial para o desenvolvimento global. “No contexto do autismo, a atividade física, juntamente com a psicomotricidade, é fundamental para o desenvolvimento global, tanto da criança quanto do adolescente. Elas contribuem para o desenvolvimento motor, cognitivo, social e emocional, favorecendo a interação social, a comunicação e a autonomia nas atividades do cotidiano”, disse.

Eduardo destaca que essas práticas são indicadas para diferentes perfis dentro do espectro, respeitando as singularidades de cada indivíduo. “Falando agora sobre a questão da indicação, essas atividades são recomendadas para crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista (TEA), em diferentes níveis de suporte e faixas etárias. Todos podem participar, desde que as atividades sejam planejadas, individualizadas e adaptadas de acordo com as necessidades e potencialidades de cada indivíduo”, explica.

Na prática, o trabalho é conduzido de forma lúdica, com jogos, brincadeiras e circuitos motores que estimulam o aprendizado de maneira leve e acessível. “É importante respeitar o ritmo de cada criança e adolescente, propondo desafios graduais e trabalhando objetivos específicos relacionados às dificuldades apresentadas por cada indivíduo”, complementa.

O impacto também é percebido no desenvolvimento motor, com avanços em habilidades como equilíbrio, locomoção e coordenação. “No caso das habilidades motoras, por exemplo, é possível atuar em dificuldades de equilíbrio, locomoção e coordenação, além de favorecer experiências motoras que contribuam para o desenvolvimento integral da criança e do adolescente”, ressalta o educador físico.

O trabalho é desenvolvido por uma equipe multiprofissional que inclui médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, pedagogos, musicoterapeutas, nutricionistas, enfermeiros, assistentes sociais e educadores físicos. A proposta é ampliar o olhar sobre o cuidado, entendendo que o acompanhamento das famílias também faz parte do processo terapêutico e de inclusão.

Como ter acesso:

O acesso aos serviços da Casa do Autista começa com a organização da documentação e entrega no Setor de Protocolo da Secretaria Municipal de Saúde, localizado na Avenida Fernandes Lima, 2335, no bairro Farol. Entre os documentos necessários estão RG, CPF, Cartão SUS, comprovante de residência, encaminhamento médico da criança ou adolescente e documentos do responsável legal.

Após a abertura do processo, a equipe técnica do setor de autismo realiza a análise e regulação dos casos, com prioridade para pessoas que ainda não estão inseridas na rede pública de saúde, como os Centros Especializados em Reabilitação (CER) ou outros serviços contratualizados, além daqueles que aguardam na fila da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência. Os encaminhamentos são feitos de forma gradual, respeitando critérios técnicos e de prioridade, e quando a demanda ultrapassa a capacidade de atendimento, os usuários permanecem em fila de espera.

A Casa do Autista é administrada pelo Maceió Saúde, organização social sem fins lucrativos responsável pela modernização e eficiência na gestão das unidades municipais de saúde. A instituição atua com foco em governança, inovação e qualidade da assistência, fortalecendo a rede pública e ampliando o acesso a cuidados especializados.