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Juíza do TJAL participa do lançamento da Rede Nacional de Magistrados contra o Crime Organizado

Ministro Fachin conduziu reunião da Rede de Magistrados com Competência em Criminalidade Organizada | Gustavo Moreno/CNJ

A juíza Joyce Araújo, da 17ª Vara Criminal de Maceió, representou o Poder Judiciário alagoano no lançamento da Rede Nacional de Magistrados e Magistradas com Competência em Criminalidade Organizada. Promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o evento ocorreu nesta terça (14), em Brasília.

De acordo com a juíza, a rede visa fortalecer a cooperação entre magistrados de todo o país, além de promover o intercâmbio de boas práticas e a construção de protocolos nacionais. "É importante o aperfeiçoamento das estratégias de enfrentamento ao crime organizado, especialmente em temas relacionados à investigação patrimonial, rastreamento de ativos, inovação tecnológica e proteção da independência judicial", afirmou a magistrada.

A rede foi criada por meio da portaria CNJ nº 142/2026. Na abertura da primeira reunião do colegiado, o presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou que o crime organizado age, hoje, de forma complexa, em plataformas digitais, utilizando criptoativos, estruturas empresariais aparentemente lícitas e mercados de apostas eletrônicas, para movimentar os recursos ilícitos.

"A resposta estatal à criminalidade em rede exige, necessariamente, uma Justiça também articulada em rede", disse.

Entre as prioridades do grupo, afirmou o ministro, está o aperfeiçoamento técnico da magistratura quanto ao modus operandi do crime organizado. Temas como rastreamento de ativos digitais, sistemas de pagamentos instantâneos, contas digitais usadas para ocultar recursos e plataformas de apostas licenciadas em países ou jurisdições com baixa regulação devem ser estudados pela rede.

Dicom TJAL, com informações do CNJ