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Ufal sedia debate sobre políticas de cuidado para infâncias dissidentes

Segunda edição do Miudezas acontece de 23 a 25 de setembro; inscrições já estão abertas | Assessoria

Por Jacqueline Freire

O Instituto de Psicologia (IP) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) realiza, entre os dias 23 e 25 de setembro, o 2º Simpósio Alagoano de Infâncias Dissidentes (Miudezas). Promovido pelo projeto de extensão e grupo de estudos Infâncias Subversivas, Insurgências e Subjetividades (Isis), o evento acontece presencialmente em Maceió, no Campus A.C. Simões e reúne estudantes, pesquisadores e profissionais das áreas de saúde, educação e assistência social.

Com o tema “O que sobra das memórias de uma infância dissidente?”, a segunda edição do simpósio propõe reflexões sobre as experiências e narrativas de crianças e adolescentes que historicamente ocuparam posições de marginalização social. O termo infância dissidente refere-se a crianças e adolescentes cujas experiências, identidades ou formas de existir desafiam modelos considerados "normais" ou esperados.

Assim, o debate contempla vivências marcadas por questões de gênero, sexualidade, raça, deficiência e desigualdade social, buscando compreender como essas trajetórias são lembradas, narradas e reconhecidas na sociedade. Na programação, mesas temáticas, debates e sessões coordenadas para apresentação de trabalhos científicos. A ideia é promover, de forma gratuita, a circulação de pesquisas e experiências que contribuam para o fortalecimento de políticas públicas voltadas ao cuidado, à inclusão social e à garantia de direitos.

Os trabalhos serão organizados em três eixos temáticos. O primeiro, “Arquivos do impossível: memória, testemunho e narrativas dissidentes”, onde serão reunidos estudos que investigam as relações entre memória e dissidência, valorizando relatos autobiográficos, pesquisas empíricas e produções teóricas que resgatem histórias frequentemente invisibilizadas. 

O segundo eixo, “Fabulações da infância: arte, cultura, brincar e mídia”, aborda a produção cultural das infâncias por meio das artes, da literatura, do audiovisual, das brincadeiras e de outras formas de expressão. Já o terceiro, “Colorindo as margens: políticas públicas e práticas de cuidado dissidentes”, concentra discussões sobre iniciativas de promoção de direitos e estratégias de acolhimento voltadas às infâncias e adolescências em contextos de vulnerabilidade e exclusão.

Inscrições e Submissão de trabalhos

As submissões de resumos expandidos estão abertas até 6 de agosto. Os trabalhos aprovados e apresentados durante o evento serão publicados nos anais do evento. Mais informações e inscrições, no site, ou no perfil @miudezasufal.